SINTAXE: ORAÇÃO – PARTE III
As orações coordenadas possuem um apelo visual muito forte, pois basta fixar as conjunções coordenativas e seus valores. Por isso, “porém” nunca criará dúvida: introduz uma coordenada sindética adversativa; “ou” inicia sempre uma coordenada sindética alternativa etc.
As orações subordinadas têm suas particularizações:
Substantivas: elas se iniciam pelas conjunções subordinativas integrantes “que” (indicando certeza) ou “se” (indicando dúvida). A oração pode ser trocada por um substantivo, ou por um pronome “universal” (isso), que se encaixará em quase todos os casos. A função do isso é a função da oração que ele substitui. Exemplos: Sabemos que o concurso foi confirmado. (= Sabemos isso.) Isso = objeto direto, portanto a oração será substantiva objetiva direta. / Analisou-se que o concurso será adiado. (= Analisou-se isso.) Isso = sujeito, portanto a oração será substantiva subjetiva. / O Brasil ainda crê que o concurso não seja adiado. (= O Brasil ainda crê nisso.) Nisso = objeto indireto, portanto a oração será substantiva objetiva indireta.
Adjetivas: se o estudante souber identificar os pronomes relativos, é o suficiente, pois as orações subordinadas adjetivas são por eles iniciadas. Há duas espécies: restritivas (sem vírgulas) e explicativas (com vírgulas). Exemplos: Esta casa, que recebeu o presidente, tornou-se ponto turístico. / O braço que não quebrou não estava enfaixado.
Adverbiais: devido à abundância de conjunções que iniciam as adverbiais, transforma-se essa adversidade em favorecimento, pois a variação contrasta com a simplicidade das orações anteriores. Eis alguns exemplos: se, caso, como, para que, a fim de que, embora, desde que, quando, conforme, à medida que etc. Exemplos: Embora houvesse o número necessário de pessoas, a reunião foi cancelada. / Correu a fim de que não se atrasasse.
TIRANDO DÚVIDAS…
ALÉM / TAMBÉM
O emprego do primeiro elimina o uso do segundo, porque redundate: Além de mal redigido, o projeto é inconstitucional (não: Além de mal redigido, o projeto também é inconstitucional). Às vezes, ambos podem ser usados com o propósito de ênfase ou, em frases longas, quando distantes um do outro.
A MEU VER
Não existe artigo nestas expressões: a meu ver (não: ao meu ver), a seu ver, a nosso ver.
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30 novembro, 2011 as 12:09
caro prof. pautar,
a frase seguinte está certa:
“sê como a lua na obscuridade! porém, submete-te à luz principal!”
abs, cesar