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SINTAXE: ORAÇÃO – PARTE III

dom, 27/11/11
por pautar |
categoria Sem Categoria

As orações coordenadas possuem um apelo visual muito forte, pois basta fixar as conjunções coordenativas e seus valores. Por isso, “porém” nunca criará dúvida: introduz uma coordenada sindética adversativa; “ou” inicia sempre uma coordenada sindética alternativa etc.

As orações subordinadas têm suas particularizações:
Substantivas: elas se iniciam pelas conjunções subordinativas integrantes “que” (indicando certeza) ou “se” (indicando dúvida). A oração pode ser trocada por um substantivo, ou por um pronome “universal” (isso), que se encaixará em quase todos os casos. A função do isso é a função da oração que ele substitui. Exemplos: Sabemos que o concurso foi confirmado. (= Sabemos isso.) Isso = objeto direto, portanto a oração será substantiva objetiva direta. / Analisou-se que o concurso será adiado. (= Analisou-se isso.) Isso = sujeito, portanto a oração será substantiva subjetiva. / O Brasil ainda crê que o concurso não seja adiado. (= O Brasil ainda crê nisso.) Nisso = objeto indireto, portanto a oração será substantiva objetiva indireta.

Adjetivas: se o estudante souber identificar os pronomes relativos, é o suficiente, pois as orações subordinadas adjetivas são por eles iniciadas. Há duas espécies: restritivas (sem vírgulas) e explicativas (com vírgulas). Exemplos: Esta casa, que recebeu o presidente, tornou-se ponto turístico. / O braço que não quebrou não estava enfaixado.

Adverbiais: devido à abundância de conjunções que iniciam as adverbiais, transforma-se essa adversidade em favorecimento, pois a variação contrasta com a simplicidade das orações anteriores. Eis alguns exemplos: se, caso, como, para que, a fim de que, embora, desde que, quando, conforme, à medida que etc. Exemplos: Embora houvesse o número necessário de pessoas, a reunião foi cancelada. / Correu a fim de que não se atrasasse.

TIRANDO DÚVIDAS…
ALÉM / TAMBÉM
O emprego do primeiro elimina o uso do segundo, porque redundate: Além de mal redigido, o projeto é inconstitucional (não: Além de mal redigido, o projeto também é inconstitucional). Às vezes, ambos podem ser usados com o propósito de ênfase ou, em frases longas, quando distantes um do outro.

A MEU VER
Não existe artigo nestas expressões: a meu ver (não: ao meu ver), a seu ver, a nosso ver.

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Um Comentário para “SINTAXE: ORAÇÃO – PARTE III”

  1. 1
    CESAR:

    caro prof. pautar,

    a frase seguinte está certa:

    “sê como a lua na obscuridade! porém, submete-te à luz principal!”

    abs, cesar

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