O velho, de novo!
Aproxima-se mais uma eleição e, em tese, a chance de o eleitor escolher quem ele julga melhor para administrar sua cidade.
Apenas em tese, pois, se falta à maioria o discernimento necessário para escolher “o melhor”, as opções de escolha, não raro, sugerem que esta seja feita entre os menos ruins.
E, assim, entra eleição, sai eleição, mais promessas são feitas, os problemas continuam, a vida nas cidades se deteriora e a esperança dá lugar à desilusão.
O cidadão, desiludido, descrente de tudo, torna-se passivo e não crê que o voto dele seja capaz de mudar alguma coisa. Fecha-se – e repete-se – um círculo vicioso e perverso. Uma realidade cruel.
Nos blogs, jornais, redes sociais e em outros meios de comunicação, alimenta-se o ego dos candidatos, bolam-se teses, rebolam-se antíteses, discute-se sobre alianças, publicam-se manifestos, cartas e um sem número de palpites que nada dizem e a nada levam, porquanto não contemplam os interesses da maioria.
A informação deforma-se em meio à profusão de interesses nada republicanos. Cenário mais que ideal para projetos políticos que não contemplam o cidadão, as cidades e a cidadania. Em outras palavras, espaço amplo para projetos de ‘Poder’ personalistas, destituídos do caráter democrático que deveriam ter.
Ao eleitor, em nome de quem se promete mundos e fundos, resta o papel de coadjuvante de uma farsa, adredemente, montada. Uma opereta em que os protagonistas fingem ser o que não são e, exímios ilusionistas, projetam uma realidade que jamais será alcançada.
Tem sido assim e nada indica que não será, mais uma vez, assim. Ou alguém duvida?
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