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PODER SEM LIMITES

ter, 06/03/12
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

INSERIDO NO GÊNERO FOUND FOOTAGE, FILME TEM BONS EFEITOS E CRIATIVIDADE

O que você faria se de repente adquirisse super-poderes? Com esta premissa o diretor Josh Trank e o roteirista Max Landis (filho do diretor John Landis) atiçam o espectador, em um filme, a princípio pequeno, mas que cresce em expectativa e suspense mesmo que sua pretensão seja apenas divertir e não estabelecer um questionamento moral.

Poder Sem Limites usufrui de uma nova mistura de gêneros numa espécie de filme de “heróis” e found footage (filmes perdidos), gênero inaugurado com A Bruxa de Blair no qual o filme se passa como um documentário gravado por uma única câmera. No caso de Poder Sem Limites, a originalidade em soluções fílmicas da dupla Trank e Landis vai além de uma única câmera, utilizando uma segunda, manuseada por uma blogueira universitária, câmeras de TV e de circuito fechado. O resultado torna o filme menos enfadonho embora por vezes enerve o espectador que sente a necessidade de visualizar a ação com mais amplitude. Mas esta não é a intenção a que um found footage se propõe.

O filme poderia facilmente cair na armadilha de clichès do gênero mas é seguro pela atuação de um trio de atores relativamente desconhecidos. São os três protagonistas que encontram em um buraco próximo a um celeiro onde é realizada uma rave, um estranho objeto, supostamente de origem alienígena mas que não é explicado. Após serem expostos a força radiotiva que emana do objeto, Andrew (Dane DeHaan de True Blood), seu primo Matt (Alex Russell) e Steve (Michael B. Jordan) adquirem poderes telecinéticos como mover objetos, destroçá-los ou até mesmo voar com o simples comando da mente. O que no início é tomado com galhardia pelos três amigos, pregando sustos em garotinhas com ursos de pelúcia voadores em uma loja de brinquedos ou levantando a saia das garotas na escola, vai tomando proporções cada vez mais violentas quando Andrew, abusado pelo pai e zoado na escola, vê no poder adquirido, uma forma de exorcizar os traumas, vingando-se de todos em sua volta.

O poder da escolha é tratado de forma prática e cabe a Matt tentar dissuadir o primo de um caminho possivelmente sem volta. É no terceiro ato do filme, que apesar do baixo orçamento de US$ 12 mihões, experimenta-se as melhores cenas de Poder Sem Limites. Efeitos convincentes e ação incessante garantem o upgrade de um gênero que se apoia na criatividade para fugir do óbvio.

Poder Sem Limites (Chronicle/EUA/2012) Direção de Josh Trank com Dane DeHaan, Alex Russell, Michael B. Jordan, Ashley Hinshaw e Michael Kelly. 84min.

OSCAR 2012

seg, 27/02/12
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

Enfim a tão aguardada noite do Oscar chegou à sua 84º edição premiando com o troféu mais
cobiçado do cinema os melhores (nem sempre, é verdade) filmes do ano. Em uma cerimônia
enxuta e nem um pouco prolixa para os padrões da Academia, o Oscar 2012 trouxe de volta
pela nona vez o comediante Billy Crystal como o apresentador da noite de gala. Decisão
acertada. Crystal com seu humor ferino ainda é uma das melhores escolhas para o cargo de
hoster do evento.
Com economia de tempo cortando discursos de agradecimentos por prêmios especiais e os já
conhecidos e chatos números musicais, o destaque ficou pela apresentação de artistas do
Cirque du Soleil, em uma homenagem ao cinema. Um espetáculo à parte com belas acrobacias
aéreas pelas dependências do Teatro Kodak em Los Angeles.
Falando sobre homenagens, este foi o tom desta premiação ao dividir com A Invenção de Hugo
Cabret e O Artista, os prêmios da noite com cinco estatuetas para cada um. Ambos os filmes
são leituras particulares de uma época de ouro do cinema. A Invenção de Hugo Cabret de
Martin Scorsese é uma obra de sentimentos fortes sobre um órfão em busca do seu passado que
encontra também a história da sétima arte. Já O Artista, produção francesa de Michel
Hazanavicius, faz rir e emociona na medida certa, em preto e branco e mudo, uma ousadia e
tributo ao cinema do jeito que a Academia gosta. O Artista se sagrou o grande vencedor ao
levar três dos principais prêmios: Melhor Ator para Jean Dujardin, Diretor para Michel
Hazanavicius e Filme. A Invenção de Hugo Cabret levou a maioria dos prêmios técnicos.
Octavia Spencer, melhor atriz coadjuvante por Histórias Cruzadas e Christopher Plummer,
melhor ator coadjuvante por Toda Forma de Amor não foram surpresas mas o terceiro Oscar da
carreira da brilhante Meryl Streep soou mais como  um reconhecimento pelas 16 indicações
anteriores já que sua atuação em A Dama de Ferro, filme de narrativa irregular, em muito se
apoia na sua carecterização premiada com o Oscar de Maquiagem. Mas com Meryl Streep não se
discute. No mínimo ela sempre irá merecer qualquer prêmio.
Cavalo de Guerra, O Homem que Mudou o Jogo e A Árvore da Vida morreram na praiacomo já era
esperado. Os Descendentes para não ficar na pior levou com o Melhor Roteiro Adaptado
enquanto a Academia se rendeu ao bom cinema do veterano Woody Allen lhe dando o Oscar de
Roteiro Original por Meia-Noite em Paris. Allen, avesso ao Oscar, não estava presente.
A animação Rango, de visual rebuscado mas nada infantil, bateu os sempre favoritos filmes
da Disney (Kung-FU Panda 2) e da Dreamworks (Gato de Botas). E o Brasil mais uma vez ficou
de fora com a incrível escolha da chatérrima canção Man or Muppet de Os Muppets em
detrimento de Real in Rio da animação Rio, composta por sérgio Mendes e Carlinhos Brown.
Premiar Rio seria forçar a barra já que a trilha em ritmo de samba pareceu não ter agradado
os americanos.
Mais do mesmo, o Oscar cumpre o seu papel outra vez ao legitimar a força de uma indústria
poderosa que apesar de pecar pelo excesso ainda encanta pelo glamour e nos faz celebrar a
sétima arte na sua mais pura essência de ilusão e glória ao simples mencionar de um: “And
the Oscar goes to…

A REINVENÇÃO DE UM CINEASTA

qua, 22/02/12
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

MARTIN SCORSESE FAZ UM BELÍSSIMO PASSEIO PELOS PRIMÓRDIOS DA SÉTIMA ARTE EM A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

Seria possível que o homem que deu ao mundo filmes como Touro Indomável, Taxi Driver, Os Bons Companheiros e Os Infiltrados realizasse um filme para toda a família? Pode parecer absurdo, mas sim, ele fez e é simplesmente uma das obras mais fantásticas já realizadas na história do cinema.

Martin Scorsese é o nome por trás de A Invenção de Hugo Cabret, baseado no livro infantil de Brian Selznick, uma produção imensamente encantadora e repleta de um sentimento infantil de descoberta e admiração. Reside aí o grande interesse pelo filme, que desperta a curiosidade, até mesmo dos que não conhecem a história do cinema a fundo. Sim, porque é por este viés que Scorsese conduz seu filme, ele próprio um apaixonado pela sétima arte, presta sua homenagem àquele que tornou toda esta magia possível: o francês Georges Méliès, diretor de clássicos dos primórdios do cinema como Viagem a Lua de 1902.

Méliès que antes de se aventurar pelo cinema, foi um ilusionista de sucesso, encontrou na invenção dos Lumière, um meio de ir além da simples ilusão. Considerado um dos precursores da sétima arte, ficou conhecido pelo uso inventivo de efeitos fotográficos para criar mundos extraordinários. A sacada, intencional ou não, de A Invenção de Hugo Cabret, é reverenciar o início da cinematografia em um filme capturado com a tecnologia 3D, algo certamente nunca imaginado pelo esteta gaulês. A cena que recria a exibição do primeiro filme para uma platéia – A Chegada do Trem na Estação dos Irmãos Lumière – mostra o quão sugestivo é a homenagem de Scorsese. O mesmo efeito causado pelo 3D, assustou os espectadores que pensavam que o trem sairia da tela em sua direção.

O Hugo Cabret do título é interpretado pelo simpático Asa Butterfield (O Menino do Pijama Listrado) que com seus surpreendentes olhos azuis se mostra um ator promissor e ganha o convencimento do seu papel através de um personagem extremamente interessante que leva o espectador a querer descobrir mais sobre sua história. Sua parceria com a talentosa Chloë Grace Moretz (Kick Ass) funciona harmonicamente. Ela é Isabelle, adotada pelo casal Méliès (Ben Kingsley e Helen McCrory) cujo entusiasmo garante a química com Butterfield.

O elenco excepcional ainda conta com Jude Law, Emily Mortimer, Christopher Lee e o indefectível Sacha Baron Cohen (Borat) como o inspetor da estação. Mas certamente o que arrebata A Invenção de Hugo Cabret é o visual mágico e sua fotografia com aura de fábula criada por Robert Richardson. Scorsese ainda brinda o espectador com enquadramentos e movimentos de câmera de tirar o fôlego.

É um triunfo universal de Martin Scorsese, que até então não havia feito nada parecido em sua filmografia. Aqui, ele realiza com êxito tudo a que se propõe no filme nesta história tocante de um garoto em busca de um propósito que se torna veículo para redescobrir o nascimento de uma belíssima forma de arte. A Invenção de Hugo Cabret concorre ao Oscar 2012 com 11 indicações, entre elas: melhor filme, diretor, roteiro adaptado e fotografia.

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET(Hugo/EUA/2012) Direção de Martin Scorsese com Asa Butterfield, Chloe Grace Moretz, Sascha Baron Cohen e Ben Kingsley. 122min,


 

VEM AÍ SEQUÊNCIA DE MACHETE

ter, 07/02/12
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

Robert Rodriguez (diretor de Planeta Terror ) pretende começar a filmar, em abril, Machete Kills, sequência de seu filme de ação de 2010 estrelado por Danny Trejo.

 


O diretor já conversa com o elenco original para o retorno, que deve colocar Machete (Trejo) em missão secreta para o governo norte-americano: cruzar o deserto mexicano para eliminar um excêntrico bilionário líder de um cartel de drogas que pretende, nada mais nada menos, começar uma guerra mundial.

“A resposta dos fãs ao personagem Machete foi uma coisa de fanático desde sua primeira aparição”, disse Rodriguez. “Machete realmente é um super-herói e Machete Kills será ainda maior e mais ambicioso do que o primeiro”.

Machete custou apenas US$ 10,5 milhões para ser produzido e faturou US$ 44 milhões. Faturar quatro vezes mais do que custou deixa claro o motivo da sequência estar no forno.

FILHA DO MAL LIDERA BILHETERIAS NOS EUA

seg, 09/01/12
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

 

Após uma estreia surpreendente na qual  Filha do Mal arrecadou quase US$ 17 milhões em apenas 1 dia, o polêmico filme de terror confirmou a previsão e se manteve em primeiro lugar no ranking da bilheteria dos Estados Unidos. A produção dirigida por William Brent Bell somou US$ 34,5 milhões, pegando a indústria cinemattográfica desprevinida neste fim de semana.

Com um orçamento de US$ 1 milhão, a expectativa inicial era conquistar uma terceira posição, com uma arrecadação entre US$ 12 e 15 milhões. Principalmente pelo histórico de que, fim de semana após Ano Novo, costuma ser fraco em público.

Missão Impossível – Protocolo Fantasma caiu para o segundo lugar com US$ 20,5 milhões, somando US$ 170,2 milhões desde sua estreia.  Sherlock Holmes – O Jogo das Sombras conquistou a terceira posição, atingindo a marca de US$ 14,06 milhões.

 

Confira abaixo as dez bilheterias mais rentáveis do fim de semana nos Estados Unidos:

1. Filha do Mal – US$ 34,5 milhões
2. Missão Impossível – Protocolo FantasmaUS$ 20,5 milhões
3. Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras – US$ 14 milhões
4. Millennium – Os Homens que não Amavam as MulheresUS$ 11,3 milhões
5. Alvin e os Esquilos 3 - US$ 9,5 milhões
6. Cavalo de Guerra - US$ 8,6 milhões
7. Compramos um Zoológico - US$ 8,4 milhões
8. As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne - US$ 6,6 milhões
9. O Espião que Sabia Demais – US$ 5,7 milhões
10. Noite de Ano Novo - US$ 3,2 milhões

Fonte: Cineclick

NOVO BATMAN DE CHRIS NOLAN É UM DOS MAIS AGUARDADOS DE 2012

qua, 28/12/11
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge‘ (The Dark Knight Rises) teve seu cartaz nacional divulgado pela Warner Bros. Brasil.

A estreia no Brasil acontece dia 27 de Julho de 2012, uma semana após o lançamento nos EUA, dia 20 de Julho.

VAMPIROS DA SAGA CREPÚSCULO LIDERAM BILHETERIAS

seg, 21/11/11
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

Como era de se esperar, o estreante A Saga Crepúsculo: Amanhecer – parte 1 conquistou o topo da bilheteria norte-americana neste fim de semana com US$ 139,5 milhões. Já na sua estreia, superou o custo de produção, que foi de US$ 110 milhões.

O quarto filme da franquia retrata o casamento de Edward e Bella e as dificuldades que o casal enfrentará quando uma série de traições e situações adversas ameaça destruir o mundo deles.

No seu primeiro fim de semana, Happy Feet 2: O Pinguim, de George Miller, ficou na segunda posição com US$ 22 milhões. Na trama, Erik, filho de Mano (Elijah Wood) e Glória (Pink), está em busca do próprio talento no mundo dos pinguins, já que parece ter uma espécie de coreo-fobia. Por não querer dançar, Erik foge e conhece Sve (Hank Azaria), um pinguim que sabe voar. Como não pode competir com o novo amigo do filho, Mano perde as esperanças, mas uma ameaça une pai e filho na luta pela sobrevivência.

Com US$ 12,2 milhões, o líder da semana passada Imortais caiu para a terceira colocação do ranking, seguido por Cada um Tem a Gêmea que Merece, longa estrelado por Adam Sandler, com US$ 12 milhões. Gato de Botas, que tem vozes na versão original de Antonio Banderas e Salma Hayek, assume o quinto lugar com faturamento de US$ 10,7 milhões e renda acumulada de US$ 122,3 milhões.

Confira as dez maiores bilheterias do fim de semana nos EUA:

1. A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 – US$ 139,5 milhões
2. Happy Feet 2: O Pinguim – US$ 22 milhões
3. Imortais - US$ 12,2 milhões
4. Cada um Tem a Gêmea que Merece – US$ 12 milhões
5. Gato de Botas – US$ 10,7 milhões
6. Roubo nas Alturas - US$ 7 milhões
7. J. Edgar – US$ 5,9 milhões
8. A Very Harold and Kumar Christmas – US$ 2,9 milhões
9. O Preço do Amanhã – US$ 1,6 milhão
10. Os Descendentes – US$ 1,2 milhão

 

Fonte: Cineclick

ANIMAÇÃO JAPONESA AKIRA VAI GANHAR VERSÃO LIVE ACTION

qui, 10/11/11
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

A adaptação em live action de Akira não terá apenas rostos ocidentais no elenco. A Warner Bros. está procurando um ator estadunidense de origem japonesa para o papel de Yamagata, braço direito de Kaneda em sua gangue de motoqueiros.

Por enquanto o elenco não tem nenhum nome fechado. Garrett Hedlund de Tron: O Legado,
negocia para o papel de Kaneda e atualmente a WB analisa se escolhe Ezra Miller (Precisamos Falar sobre Kevin) ou Alden Ehrenreich (Tetro) para o papel de Tetsuo.

Keira Knightley é uma opção para o principal papel feminino e a Gary Oldman e Helena Bonham-Carter foram oferecidos os papéis do Coronel e Lady Miyako, respectivamente.

A trama vai mudar a ambientação de Neo-Toquio para Neo Manhattan. As filmagens começam no final de fevereiro ou no começo de março de 2012, com direção do espanhol Jaume Collet-Serra.

Leonardo DiCaprio e Jennifer Davisson Killoran produzirão ao lado de Andrew Lazar. Katsuhiro Otomo, o criador do mangá original e diretor do filme animado de 1988, será o produtor executivo.

ALÉM DO BLOCKBUSTER

qua, 02/11/11
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

Blockbuster, como a tradução do nome já diz, são filmes de sucesso no cinema. Grandes produções, com personagens marcantes que ficam na nossa memória. Tanto permanecem que não conseguimos nos esquecer dos protagonistas, não separando ator de personagem.

“Quando imortalizados num blockbuster, a transição para outros projetos é difícil”, afirma Renato Marafon, crítico de cinema. Ele acredita que atuar em filmes desse tipo é muito estressante. “Isso faz com que os atores procurem produções menores, pois elas permitem mais liberdade criativa e de improvisação”, diz.

Em Hollywood, há vários exemplos de atores que migraram para produções menos comerciais. Como o ator Elijah Wood, que conquistou a fama estrelando como Frodo em O Senhor dos Anéis e depois participou do alternativo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.

“É o mesmo caso de Hayden Christensen, estrela dos dois últimos Star Wars, e depois esteve em Nova York, Eu Te Amo, conta o crítico. Alguns são mais sortudos, como Shia Labeouf, que atuou em Transformers (2007) e depois conseguiu participar de Indiana Jones e Wall Street 2. Ou Sam Worthington, que fez Avatar (2009) e se tornou um dos nomes mais concorridos de Hollywood.

Mas existem dois exemplos clássicos de atores que protagonizaram blockbusters e depois optaram por atuar em filmes menos comerciais. Harry Potter e Bella Swan conseguiram sair dessas personagens e interpretar outros papéis?

Nos filmes Harry Potter, Daniel Radcliffe de fato entrou no papel do bruxinho dos livros de J. K. Rowling. Em todas as aventuras das oito produções, estava ele com seus óculos redondos e a enigmática cicatriz na testa – estudante de Grifinória, em Hogwarts.

O sucesso foi tanto que a personagem não ficou para trás quando Radcliffe deixou os sets de gravação pela última vez, após filmar As Relíquias da Morte. “Ele ficou imortalizado no papel de Harry Potter”, afirma Marafon.

Entretanto, aos 22 anos de idade, sua carreira certamente ainda não está no fim. Como escapar do rótulo de ter feito um blockbuster? Ele tratou logo de mostrar o talento e participar de outras produções não apenas cinematográficas, mas também teatrais.

Em 2007, atuou na peça Equus, escrita por Peter Shaffer em 1973. Viveu Alan Strang, um perturbado fanático sexual por cavalos. “O espetáculo arrancou ótimas críticas por sua atuação”, comenta Marafon.

O próximo filme será o remake de A Dama de Preto (Fuller, 1952), com direção de James Watkins. Baseado no romance de Susan Hill, conta a história de Arthur Kipps (Radcliffe), advogado que viaja a uma cidadezinha onde acontecem fatos misteriosos.

Nos filmes da saga Crepúsculo, Kristen Stewart de fato conseguiu ser Isabella Swan. A atriz já tinha trabalhado em outras produções, como O Quarto do Pânico (Fincher, 2002), mas foi como namorada do vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson) que conquistou a fama. Porém, o trabalho dela não parou por aí.

Segundo Marafon, ela não imaginava o fenômeno em que se transformaria a saga das histórias de vampiro. Foi duramente criticada por sua atuação nessas produções, tendo tido melhor desempenho em filmes como Corações Perdidos (2011) e Garotas do Rock (2010).

“Ela sempre alegou em entrevistas que gostava de atuar em produções menores”, conta Marafon. Atuou em Pé na Estrada, adaptação do livro homônimo de Jack Kerouac, com estreia prevista para o fim do ano. Interpretará Marylou, esposa de Dean, vivido por Garrett Hedlund.

Atualmente, está se dedicando a Branca de Neve e o Caçador, dirigido por Rupert Sanders, que estreia em 2012. Robert Pattinson, seu par romântico na saga, também partiu para outras produções, mas não se fixou como galã. Estrelou em Água para Elefantes (Lawrence) e Lembranças (Coulter), que não foram sucesso de bilheteira.

 

 

Fonte: Cinepop

O PALHAÇO

sáb, 29/10/11
por Ricardo Balata |
categoria CINEMA

 

Um forte encantamento toma conta da plateia assim que as primeiras imagens e os primeiros sons de O Palhaço invadem a tela e as caixas acústicas do cinema. Da cena inicial aos créditos finais, o filme é uma preciosidade. Além de dirigir o filme, Selton Mello faz o papel de Benjamin, mais conhecido como o palhaço Pangaré de um circo mambembe significativamente batizado de “Esperança”. Ou seja, tanto na tela como na vida real, além de carregar o difícil fardo de fazer rir, Selton/Benjamin/Pangaré também administra o negócio. Que, nesta ficção, passa de pai para filho. Um pai também palhaço, vivido por Paulo José, numa interpretação que deveria ser assistida de joelhos por todos os presentes.

Pangaré é um palhaço estressado. Não apenas não se sente à vontade no picadeiro como também não consegue tirar da cabeça as reivindicações de sua trupe, tais como um ventilador e um sutiã tamanho gigante. Seu incômodo com a vida gera no filme um humor arrebatadoramente cruel, refinado, sarcástico, e não raramente nosense. Um jeito de fazer rir e pensar que remete às comédias sociais do leste europeu. É isso: O Palhaço tem ares de cinema romeno. Mas com afetividade brasileira.

Tudo no filme é caprichado. A direção de arte cria com talento o clima ao mesmo tempo onírico e despojado do pequeno circo que perambula por um Brasil empoeirado. A fotografia dá tons pastéis amarelado à trama, enquanto a trilha une escancarados sopros com ares de banda a divertidas canções bregas dos anos 70, época em que a ação de se situa. De quebra, proporciona ao ator/cantor Moacyr Franco, no ano que completará 75 anos, a melhor interpretação de sua carreira, aplaudida em cena aberta quando o filme foi exibido no Festival de Paulínia. Foi a estreia de Moacyr no cinema.

Antes da exibição neste mesmo Festival, Selton Mello havia dito no palco do evento que esperava que a delicadeza de  O Palhaço se espalhasse por todos os presentes, “como uma coceira”, em suas palavras. A julgar pela qualidade do filme, o Brasil todo irá se coçar com esta estreia.

Por Celso Sabadin para o Cineclick

 



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