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Ana de Hollanda: Tem gente investigando minha vida

dom, 29/05/11
por Tácito Garros |
categoria Política

Ministra da Cultura de Dilma Rousseff, a cantora e compositora Ana de Hollanda tornou-se sinônimo de polêmica.

Petista de mostruário, Emir Sader chamou-a de “autista”. Perdeu a cadeira de presidente da Casa de Rui Barbosa, órgão do ministério.

Sobreveio o vazamento da informação de que Ana autorizara a cantora Maria Bethânia a captar incentivos fiscais para um blog de poesias.

Na sequência, foram às manchetes cifras recebidas pela ministra para o custeio de viagens ao Rio, onde mantém residência. Teve de devolver.

Em entrevista aos repórteres Octávio costa e Sérgio Pardellas, Ana de Hollanda disse que se considera vítima de “fogo amigo”.

“Tem gente investigando minha vida”, disse. Quem? “Não sei quem está por trás disso”. Declarou que “os ataques continuam”.

Como evidência de que se encontra sob bisbilhotagem, a ministra citou episódio envolvendo seu Imposto de Renda.

“Outro dia levantaram que eu tinha problemas na Receita Federal. De fato, eu havia sido chamada para apresentar contas de despesas médicas…”

“…Levei uma segunda via e resolvi o problema. Mas os repórteres tinham até o número do boletim que eu recebi da Receita…”

“…A notícia só não foi publicada porque eu dei as devidas explicações. Isso prova que tem gente investigando minha vida, até minhas declarações de renda”.

A ministra crê que a “investigação” clandestina não visa apenas contrangê-la. Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e irmã de Chico Buarque, ela diz:

“É evidente que o alvo é minha família. A primeira coisa que levantaram foi: se já teve o Gil, por que não chamou o Chico [para o ministério]?…”

“…Existe essa associação. Chico é um nome muito forte. A referência que o público teve quando pintou meu nome foi ‘é irmã do Chico’…”

“… [...] Chico é um dos meus irmãos. Meu pai era Sérgio. Dilma sabia de minha vida adulta, o que é outra coisa…”

“…Mas, para o público externo, o que sai é o fato de eu ser irmã do Chico Buarque. E isso está fora do meu controle”.

Nas pegadas do caso do blog de poesias, Caetano Veloso saiu em defesa da irmã Bethânia e da ministra. O irmão ilustre da ministra, porém, não disse palavra.

“Chico é muito discreto”, minimiza Ana de Hollanda. “Ele está produzindo o disco dele. Houve uma campanha também para atingir pessoas…”

“…E pessoas, quando são ícones públicos, ficam muito vulneráveis. Prefiro não envolvê-lo nessa questão do ministério. As discussões que estou abrindo são minhas”.

A ministra insinua que parte da artilharia que a alveja tem origem no próprio ministério que dirige desde janeiro.

“Claro que quando a gente toma um rumo nem sempre agrada a todos. Estou dando continuidade a muitas coisas que foram feitas na gestão anterior e aprimorando outras…”

“…Sei que algumas alas não estão se sentindo contempladas da mesma forma que antes. E esse chamado fogo amigo vem dessas áreas…”

“…Mas estamos dialogando com elas. Acho que foi certa insegurança. Mudança sempre traz insegurança. É impossível contemplar a todos”.

Como pontos de atrito menciona suas ideias sobre direitos autorais e alterações que realizou no quadro funcional da pasta.

“Mudanças de cargos e de pessoas incomodam. Isso deu problema logo de cara e criou desconfiança por parte de alguns grupos”.

Acredita que será deixada em paz? “Não sei. Em paz, em paz, vai ser difícil, pelo cargo de projeção que ocupo. No início, não sabiam quem eu era…”

“…Houve tentativas de me tachar de uma pessoa inadequada para ocupar esse cargo. Acho que já passei por vários testes”.

A despeito do diz-que-diz ainda se considera detentora da confiança da chefe: “Falou-se muito de uma eventual insatisfação da presidente…”

“…Mas a mim isso nunca chegou. E ela deixou claro que, o que tiver de falar, falará direto”.

Contra todos os prognósticos, Ana de Hollanda esboça para si mesma um horizonte longevo na Esplanada dos Ministérios.

Planeja ficar no governo pelos quatro anos de duração do mandato de Dilma:
“Estamos trabalhando com um projeto para a frente, de médio para longo prazo. Estou trabalhando nesse sentido”. Fonte: Sérgio Lima/Folha.

Câmara aprova Paulo Freire como patrono da Educação

dom, 22/05/11
por Tácito Garros |

Paulo Freiere é um dos mais importantes educadoes do Século XX. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na, quinta-feira (19), homenagem ao educador Paulo Freire , tornando-o patrono da Educação brasileira.

Paulo Freire pregava o diálogo entre mestres e alunos e defendia o processo educativo a partir da vida cotidiana das pessoas. Doutor honoris causa em 28 universidades, reconhecido em todo o mundo como um dos mais importantes educadores do Século XX, Paulo Freire publicou mais de 40 livros e foi traduzido em 28 idiomas.

Preso em 1964 pela ditadura militar, exilou-se no Chile, onde escreveu sua obra mais conhecida, Pedagogia do Oprimido. De volta ao Brasil, assumiu o cargo de secretário de Educação da cidade de São Paulo, na gestão da prefeita Luiza Erundina, em 1989. Paulo Freire faleceu em 2 de maio de 1997.

Segue para o Senado

A medida foi proposta pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), no Projeto de Lei 5418/05 . A relatora, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), apresentou parecer favorável.
omo o projeto foi aprovado em caráter conclusivo, ele seguirá para análise do Senado, caso não haja recurso para que sua tramitação passe pelo Plenário.
Brizola preterido

Tramitava em conjunto o Projeto de Lei 6995/06, do ex-deputado Paulo Gouvêa, que concedia o título de patrono da Educação ao ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, que também governou o Rio Grande do Sul.

No entanto, esse projeto já havia sido rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura, a única comissão permanente que analisou o mérito das duas propostas. A CCJ analisou apenas a constitucionalidade e boa técnica jurídica dos projetos. Fonte Agencia Câmara.

Marina vai ao MP pedir que acusações contra ela e seu marido sejam investigadas

dom, 15/05/11
por Tácito Garros |
categoria Política

A ex-senadora Marina Silva (PV-AC) entrará nesta segunda-feira, dia 16 de maio, com representação no Ministério Público Federal para que sejam investigadas as acusações de que seu marido, o técnico agrícola Fábio Vaz de Lima, teria envolvimento com irregularidades em negócios que envolveriam órgãos federais vinculados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), durante a gestão de Marina (2003-2008).

A própria Marina também pedirá para ser alvo das averiguações da Procuradoria, já que foi acusada, pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator das mudanças no Código Florestal, de agir em favorecimento de seu marido para impedir que ele fosse convocado a depor na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados sobre sua suposta participação em fraudes.

De acordo com a ex-presidenciável, sua iniciativa decorre “da profusão de denúncias requentadas que surgiram nos últimos dias nos meios de comunicação e da transformação de suas versões em fatos, sem que me tenha sido assegurado o direito de ter o mesmo espaço para que eu possa apresentar à opinião pública os meus esclarecimentos”.

“Quando se está na vida pública, não basta dizer que é você é inocente. Não basta fazer apelos para as pessoas acreditarem que você fala a verdade. Por isso é fundamental que cada denúncia seja investigada para comprovação da inocência ou da culpa por uma instituição que busca a isenção e tem por objetivo defender o interesse público, o Ministério Público Federal (MPF)”, afirma Marina.

Assim, nesta segunda-feira, às 18h30, a ex-ministra do Meio Ambiente se reunirá com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na sede do MPF, para lhe entregar representação com pedido de abertura de apuração de cada denúncia em que ela e seu marido são citados.

Convicta de que a verdade dos fatos será revelada, Marina aponta que as acusações levianas feitas pelo deputado Aldo Rebelo e outros têm origem em dossiês apócrifos que circularam nos corredores do Congresso Nacional e foram parar nas mãos de alguns jornalistas durante sua passagem no MMA. “Foi uma campanha difamatória, retomada agora.”

“Os autores dessas falsas informações são aqueles que tiveram seus interesses espúrios contrariados por minha decisão de, à frente do Ministério do Meio Ambiente, combater o comércio ilegal de madeira e o desmatamento criminoso na Amazônia”, diz.

Marina relembra que, com o apoio da Polícia Federal e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), foram presas mais de 700 pessoas envolvidas em crimes, apreendidos 1 milhão de metros cúbicos de madeira ilegal, aplicadas mais de R$ 4 bilhões em multas, além de o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) ter inibido a grilagem cerca de 35 mil propriedades.

Em vídeo no YouTube ( khttp://migre.me/4xrmv), a ex-senadora apela para que seus simpatizantes divulguem a sua defesa, com base em informações que têm apresentado em seu site na internet (www. minhamarina.org.br).

“Tudo tem sido feito de forma leviana e mentirosa com o objetivo de calar a minha voz no debate promovido pelo Congresso Nacional sobre as mudanças no Código Florestal e, assim, promover um grande retrocesso em prejuízo da proteção das florestas e do interesse do Brasil”,conclui Marina.

TSE cancela 1,3 milhão de títulos de eleitor

dom, 08/05/11
por Tácito Garros |
categoria Política

O Tribunal Superior Eleitoral informou que 1.395.334 eleitores tiveram seus títulos cancelados por não terem votado nem justificado a ausência nas três últimas eleições. Só em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, foram cancelados 332.717 títulos.

De acordo com o TSE, se um eleitor deixou de votar no primeiro e no segundo turnos de uma mesma eleição, são contadas duas eleições para efeito de cancelamento do título eleitoral. Também são contadas como faltas o não comparecimento em eleições municipais, eleições suplementares, plebiscitos e referendos.

A exceção são as eleições anuladas por determinação da Justiça Eleitoral. A regra deixa de fora quem, conforme a Constituição Federal, não é obrigado a votar, como os analfabetos, os que à época da eleição tinham entre 16 e 18 anos e os maiores de 70 anos. Também não estão sujeitos a cancelamento os títulos dos eleitores portadores de deficiência que impeça o cumprimento das obrigações eleitorais.

O eleitor com o título cancelado não poderá, entre outras coisas, tirar passaporte ou carteira de identidade, receber salários em emprego público e obter certos tipos de empréstimos. Além disso, se passar em concurso público não poderá assumir.

Para reativar o título o eleitor deve comparecer a um cartório eleitoral e levar um documento de identificação, um comprovante de residência e preencher o Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE), além de pagar eventuais multas. Fonte: Agência Rio.

CNMP assume investigação criminal que apura plano para matar Procurador-geral de Justiça do AM

qua, 27/04/11
por Tácito Garros |
categoria Jurídica

O Plenário do CNMP decidiu nessa quarta-feira, 27, avocar, para que passe a tramitar no Conselho Nacional, o procedimento disciplinar que apura o envolvimento de promotor de Justiça do Ministério Público do Amazonas num suposto esquema de venda de alvarás de soltura e em plano de homicídio de ex-procurador geral de Justiça do estado.

O pedido de avocação foi feito pela Corregedoria Nacional do Ministério Público, uma vez que o processo administrativo disciplinar no MP do Amazonas (PAD 311021/2009), iniciado em junho de 2009, havia sido interrompido para aguardar o relatório final de um procedimento investigatório criminal contra o mesmo investigado.

Concluído o procedimento criminal, o Conselho Superior do MP/AM identificou divergência entre suas conclusões, que apontavam provas da prática de advocacia administrativa pelo promotor, e o relatório final da comissão processante, que opinou pelo arquivamento do procedimento administrativo por falta de provas.

Diante da contradição, o Conselho Superior do MP/AM decidiu pela realização de novas diligências. Para o relator do pedido de avocação (PAD 1427/2010-13),conselheiro Mario Bonsaglia, a instância de origem não está imprimindo adequado andamento ao processo, o que pode provocar a prescrição da falta apontada – advocacia administrativa, com prazo de quatro anos.Fonte CNMP.

Os dias nublados de Marina Silva

ter, 26/04/11
por Tácito Garros |
categoria Política

A ex-senadora Marina Silva está passando por dias nublados. Na capital federal, onde o céu está cada vez mais azul pela chegada da seca, Marina se mostrou distante da empolgação trazida por um dia brilhante de sol.

Também pudera. Dos 611,3 mil eleitores do Distrito Federal que votaram na ex-candidata do PV à Presidência da República em outubro passado, pouco mais de 60 pessoas compareceram para ouvi-la na noite de ontem (25) num centro cultural em Brasília. Alguns desses vieram de cidades e municípios vizinhos.

Ao contrário do que ocorria no ano passado, quando somente a presença de Marina fazia balançar o coreto e arrastar multidões, a ex-senadora não conseguiu ontem empolgar de fato o auditório, com menos da metade de sua capacidade ocupada, em sua maioria preenchida por aliados.

Na capital federal, que concentra os três Poderes da República, nenhum dos “grandes” nomes do PV esteve presente para ouvir o Movimento de Transição Democrática do partido. Nem mesmo o presidente da executiva regional, o atual secretário de Meio Ambiente do DF, Eduardo Brandão, compareceu. Eduardo alegou “compromissos outros” para justificar a ausência.

A ex-candidata do PV veio a Brasília defender a redemocratização do partido. Tarefa que passa pela espinhosa missão de destituir da presidência do PV o atual comandante, o deputado paulista José Luiz Penna, e esbarra num conflito de concepções políticas dentro da própria legenda.

A proposta de seu grupo minoritário, segundo Marina, é “reestruturar o PV para que ele seja um veículo de expressão da sociedade”, como um partido “em rede, capaz de dialogar com os núcleos vivos da sociedade para realizar as transformações de uma forma radicalmente democrática”, sem centralizar decisões.

“O PV fala de ganhar o mundo, mas não consegue ganhar a si mesmo. Queremos que o PV seja de fato um partido, e não uma sigla”, disse Marina.

A ex-senadora do Acre foi a candidata mais votada no Distrito Federal no primeiro turno das eleições presidenciais em 2010. A votação expressiva obtida pela candidata do PV foi um dos fatores determinantes para a realização do segundo turno na disputa à Presidência da República.

Mas na noite de ontem o fenômeno Marina parecia estar com uma áurea mais opaca, colocando em xeque uma perspectiva: os 20 milhões de votos nas eleições de outubro foram mesmo para Marina, foram para o Partido Verde ou para uma terceira via política sem personificações?

Essa pergunta parece banal neste momento, afinal, eleições presidenciais só daqui quatro anos, e a de outubro já passou. Mas pensar a política partidária fora do período eleitoral se faz necessário e deveria se tornar uma prática constante.

Marina, figura reconhecida internacionalmente pela defesa ambiental, ao longo dos meses eleitorais, se mostrou, em vários momentos, maior do que o partido. Uma inversão desses valores, no entanto, pode agora estar despontando: sem o arcabouço estrutural do PV, a estrela da candidata verde pode estar se apagando?

Se os votos não foram personificados na figura de Marina, podem ter sido para o PV. Mas se o PV não se reestruturar profundamente e não fugir da práxis dos partidos que se pautam na lógica do poder pelo poder, esses votos mesmo tendo sido do partido, não voltarão para ele em eleições que estão por vir.

E se os votos não foram para Marina, nem para o PV, podem ter sido para uma terceira via, na personificação da esperança de uma renovação política. Daí, novamente se não houver uma mudança estrutural profunda no PV – mudança essa em que, de fato, o partido e seus membros sejam coerentes com a bandeira da sustentabilidade, que é uma causa crescente –, o papel da terceira via numa próxima eleição presidencial poderá ser exercido por qualquer outro candidato ou partido, ficando o feito do PV nas eleições de outubro passado apenas como uma referência na história.

Bem, a vantagem do português em relação a outras línguas, como o inglês, por exemplo, é que os verbos ser e estar são palavras diferenciadas e usadas com significados distintos (no inglês, to be significa ambos os verbos). Para Marina, fica o alento de que “estar passando por dias nublados” não significa necessariamente que os dias são nublados.

O processo de transformação e rachas internos do Partido Verde pode significar dias melhores. Os dias nublados pelos quais passa a ex-senadora Marina Silva podem significar apenas um momento, um período de transição.

Tudo vai depender das reais razões pelas quais as pessoas imbuídas de poder decisório dentro do PV são movidas. Se, na essência, a prática for seguir a velha cartilha da política, com o esquema de cargo em troca de apoio, tudo vai acabar na mesma. E, na história, o PV, que nasceu com uma concepção diferenciada, será registrado apenas como mais um partido. Fonte: Congresso em Foco – Renata Camargo jornalista especializada em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.

Concessionária deve indenizar mulher do cantor Claudinho que fazia dupla com Bochecha

qui, 21/04/11
por Tácito Garros |
categoria Jurídica

A Justiça paulista condenou a concessionária da rodovia Presidente Dutra S/A – NovaDutra S/A – a pagar indenização de R$ 500 mil para a ex-companheira de Cláudio Rodrigues de Mattos, cantor popularmente conhecido como Claudinho, da dupla Claudinho e Buchecha. A sentença é do juiz Daniel Toscano, da 6ª Vara Cível de São José dos Campos. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
Claudinho morreu em 13 de julho de 2003, vítima de acidente de trânsito na rodovia. O cantor retornava para o Rio de Janeiro depois de um show na cidade de Lorena (interior de São Paulo). Ele estava no banco do carona do seu veículo Golf, que era dirigido pelo seu secretário Ivan. O carro bateu numa árvore próxima ao acostamento da Rodovia Dutra.

Vanessa entrou com ação contra a concessionária alegando que o acidente aconteceu em virtude de irregularidades na rodovia (existência de mureta no acostamento e de uma árvore a apenas dois metros do referido obstáculo, sem qualquer tipo de proteção). E mais: que a morte prematura do companheiro trouxe a ela danos materiais e morais.

Como dano material, requereu o ressarcimento do valor do conserto do veículo e o pagamento de pensão. No âmbito moral, pleiteou a compensação pecuniária. Argumentou que é inegável o abalo psíquico causado pela morte do companheiro, pai de sua filha.

A empresa alegou que o acidente ocorreu por culpa exclusiva do condutor do veículo, que dirigia em alta velocidade, dormiu ao volante e fez uso inadequado do acostamento.

O juiz entendeu que, pelos danos decorrentes da simples perda da direção, é responsável o condutor. Mas, pelos danos provenientes da ausência de proteção à árvore na pista, da destruição total do automóvel e da morte do companheiro da autora, responde unicamente a empresa.

“Se somos obrigados a pagar pedágios semelhantes aos cobrados em países desenvolvidos, que sejamos contemplados, em contrapartida, com rodovias de países desenvolvidos. Consignando ainda que a ré administra a rodovia há mais de uma década, tendo tempo suficiente para erigir as obras protetivas”, concluiu.

Ele deu parcial provimento ao pedido. Condenou a concessionária ao pagamento de R$ 13.460,39 pelos danos causados ao veículo e pensão mensal de R$ 2.051,23 até a autora completar setenta anos. O pagamento deverá ser feito mediante inclusão da autora na folha de pagamento da concessionária. E ainda: R$ 500 mil pelo dano moral sofrido. Fonte Conjur.

Presidente do TSE defende fim das coligações e das doações de pessoa jurídica

dom, 17/04/11
por Tácito Garros |
categoria Política

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, defendeu na Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados, o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais, o limite nos gastos de campanha, o fim das doações das pessoas jurídicas e a instituição de uma cláusula de desempenho inteligente e razoável.

O ministro frisou, logo no início de sua fala, que se pronunciava perante os deputados da comissão mais como cidadão e acadêmico do que propriamente como membro do Poder Judiciário. Até porque, segundo Lewandowski, a competência para levar a cabo esta importante, mas também espinhosa missão [a Reforma Política], é exclusiva do Congresso Nacional”. Lewandowski disse achar importante que os parlamentares tenham em mente que o sistema eleitoral é um processo dinâmico, e que dessa forma os congressistas devem se preocupar em fazer uma reforma possível.

Lewandowski foi convidado pelos integrantes da Comissão para falar sobre “Sistemas Eleitorais”. As audiências públicas realizadas pela comissão têm como objetivo promover uma reforma política responsável, ampla e consistente, ouvindo as sugestões de diversos segmentos da sociedade civil e do poder público.

Após discorrer sobre a história do voto desde a instalação da Justiça Eleitoral no país, em 1932, o ministro falou sobre os principais pontos que estão na pauta da comissão, referente à reforma política.

Coligações

Lewandowski defendeu o fim das coligações para o sistema proporcional. Para ele, o voto proporcional e as coligações, da forma como existem hoje, seriam incompatíveis. O sistema proporcional tem como grande vantagem dar voz às minorias, disse o ministro. Mas depois do fim da verticalização das coligações, a reunião dos partidos, sem essa verticalização, retirou qualquer sentido ideológico ou programático dos blocos. A coligação só tem sentido “em um sistema que tenha partidos ideológicos, programáticos, que se unem de forma vertical em todo o país para atingir um determinado fim, para tentar impor, dentro de um processo democrático, seu ideário”, assentou o ministro.

Voto distrital

A questão do voto distrital também foi abordada pelo ministro. Ele falou sobre o chamado “distritão”, sistema misto que eliminaria o sistema proporcional, e consequentemente a expressão das minorias. Isso porque o “distritão” adota o sistema majoritário, uma vez que seriam eleitos os candidatos mais votados no estado ou no município. “Isso beneficiaria o personalismo e enfraqueceria os partidos”, disse Lewandowski. Ao afastar o candidato de seu eleitor, esse sistema misto acaba, ainda, por encarecer a eleição, segundo ele.

Já o sistema distrital puro tem como principais vantagens aproximar o eleitor de seu candidato e reduzir o custo da eleição – o distrito é menor, fazendo com que o candidato precise gastar menos para “falar” com seu eleitor, explicou. Mas o sistema, no entender do ministro, beneficiaria uma espécie de paroquialismo, uma vez que os candidatos eleitos por seus distritos acabariam por levar os problemas de suas comunidades para as assembleias legislativas ou até mesmo para a Câmara dos Deputados. Cada parlamentar seria como um “vereadorzão”, disse Lewandowski, pedindo licença pelo termo.

Listas

O ministro fez considerações sobre a criação das listas para a disputa dos cargos. Segundo ele, a lista fechada é uma forma de fortalecer os partidos, mas tem como risco a perpetuação de oligarquias. Lewandowski disse que se os parlamentares optarem por propor esse sistema, devem ter cuidado para evitar essa perpetuação. Mais uma vez, Lewandowski disse que o sistema de listas fechadas só faz sentido em um processo com partidos fortes. Para que esse sistema seja eficaz, o ministro disse entender que é necessário, ainda, garantir a participação da militância na elaboração dessas listas.

Outra crítica a esse tipo de lista é que ela frustra o eleitor, que não pode escolher os seus candidatos, lembrou Lewadowski. Isso porque no sistema em uso do Brasil, o eleitor vota normalmente no candidato de sua preferência e, em consequência, no seu partido. A mudança nesse sistema pode gerar frustrações, disse o ministro.

Voto facultativo

No entender do presidente do TSE, ao contrário do que muitos afirmam, o voto facultativo já existe no Brasil. O eleitor pode justificar sua falta às eleições com muita facilidade. Mas felizmente, apesar desta facilidade toda, o cidadão brasileiro tem respondido de forma muito altaneira ao chamamento da Justiça Eleitoral. Nesse ponto, o ministro lembrou que a abstenção média, nas eleições de 2010, foi de 20%. Alguns países europeus, onde o voto é facultativo e os cidadãos são bastante politizados, tiveram abstenções da ordem de 80%, revelou. O ministro disse que, atualmente, é contrário à implantação do voto facultativo no Brasil.

Reeleição

Sobre a possibilidade de reeleição, Lewandowski frisou que o instituto pode dar ensejo ao uso da máquina pública em benefício próprio. Mas isso pode ser evitado pelo endurecimento das regras atualmente existentes, no que diz respeito ao abuso do poder político e econômico, sustentou o ministro. Mas por outro lado, o instituto permite a continuidade nas administrações, que também deve ser sopesado.

Como exemplo, o ministro revelou que nas duas últimas eleições gerais, 70% dos governadores dos estados que se candidataram a um novo mandato tiveram sucesso na reeleição. “Isso talvez diga alguma coisa”, disse Lewandowski. Além disso, lembrou, desde a implantação do instituto da reeleição no país, 75% das cassações de mandatos de governadores se deram por abuso de poder político e econômico – ou seja, por uso indevido da máquina administrativa.

Financiamento público

Para Lewandowski, o financiamento público de campanha deve ser preponderante, mas não exclusivo. Ele disse ser favorável às doações de pessoas físicas ou naturais. “O eleitor, o cidadão, tem o direito político de financiar seus candidatos”, disse. Mas, no entender do ministro, as pessoas jurídicas deveriam ser proibidas de doar. Lewandowski manifestou-se, ainda, pela necessidade de se estipular um teto para os gastos de campanha.

Mais uma vez citando dados, o ministro revelou que dos R$ 3,3 bilhões gastos nas campanhas em 2010, as pessoas jurídicas doaram R$ 2,512 bilhões, enquanto as pessoas físicas doaram R$ 431 milhões, e o Fundo Partidário foi responsável por R$ 65 milhões – além de R$ 327 milhões de recursos dos próprios candidatos.

Cláusula de desempenho

O Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu que não deve haver cláusula de barreira, disse o ministro. Mas o excesso de legendas acaba por dificultar a governabilidade. Nesse sentido, o ministro disse acreditar que se pode encontrar uma cláusula de desempenho inteligente e razoável, respeitando o princípio do pluripartidarismo em vigor no país, e respeitando a decisão do STF.

Consulta popular

O ministro defendeu as formas de consulta popular, presentes no artigo 14 da Constituição Federal: o referendo, o plebiscito e a iniciativa legislativa popular. A Constituição de 1988 trouxe a novidade da democracia participativa, que se soma à democracia representativa, explicou o ministro. Para ele, a participação popular é uma forma de qualificar a democracia.

Ainda segundo ele, é necessário criar mecanismos para facilitar a expressão do cidadão, que hoje é praticamente impossível de se concretizar. Para o ministro, é preciso trazer o povo para dentro do Congresso Nacional. Assim, ao invés de o Congresso ser pautado preponderantemente pelo Poder Executivo, seria pautado também pela iniciativa legislativa popular. Fonte :TSE.

Câmara vota novas regras do Minha Casa, Minha Vida

dom, 10/04/11
por Tácito Garros |
categoria Política

Uma extensa fila formada por 14 medidas provisórias (MPs) aguarda votação no plenário da Câmara esta semana. Essas MPs trancam a pauta e, por isso, têm prioridade de votação nas sessões ordinárias. Entre elas, está a MP 514/10, que prevê novas regras para a segunda fase de uma das principais vitrines do governo federal, o programa Minha Casa, Minha Vida.

No Senado, as atenções devem se voltar para a MP que autoriza o empréstimo de R$ 20 bilhões para a construção do trem-bala para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro. Caso não seja votada até sexta-feira, a MP 511/10 perderá a validade. O leilão para a escolha da empresa que tocará a obra estava previsto para esta segunda-feira (11), mas acabou adiado para 11 de julho. Outro assunto que deve avançar esta semana no Senado é a reforma política. Um anteprojeto, concluído no último dia 7 pela comissão especial que tratava do assunto, será entregue ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a quem caberá definir sua tramitação./br>
Moradia

Assinada pelo ex-presidente Lula, a MP 514 prevê a construção ou reforma de dois milhões de moradias até 2014, prioriza o atendimento às famílias chefiadas por mulheres e aos desabrigados provenientes de áreas de risco e insalubres. O texto eleva de R$ 14 bilhões para R$ 16,5 bilhões os recursos da União passíveis de transferência para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), uma das principais fontes de financiamento do Minha Casa, Minha Vida.

Antes de votar as novas regras do programa habitacional, os deputados terão de examinar a MP 512/10, que estabelece incentivos fiscais à indústria automotiva instalada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste nos casos em que há projetos de novos investimentos ou pesquisa de novos produtos ou modelos de veículos.

Também tramita em regime de urgência e tem prioridade de votação o projeto de lei que destina o repasse de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) na ampliação do acesso à banda larga em todas as escolas. Mas a votação deve ser adiada a pedido do Ministério da Fazenda, que quer rediscutir o assunto.

Os deputados podem analisar, na sessão extraordinária prevista para quarta-feira, o projeto de decreto legislativo (1669/09) que ratifica o Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), entidade que deverá fazer uma integração continental com 12 países da América do Sul.

De acordo com a Agência Câmara, estas são as outras 12 MPs que obstruem as votações:

- MP 513/10: autoriza o Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) a assumir os direitos e obrigações do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação (SH/SFH);

- MP 515/10: concede crédito extraordinário de R$ 26,6 bilhões a órgãos do Executivo e a estatais, com destaque para a Petrobras;

- MP 516/10: fixa o salário mínimo em R$ 540 para os dois primeiros meses do ano;

- MP 517/10: reduz a zero o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de títulos privados se o comprador residir no exterior;

- MP 518/10: cria o cadastro positivo para a inclusão de dados sobre os pagamentos em dia de pessoas físicas e jurídicas;

- MP 519/10: autoriza a União a doar estoques públicos de alimentos a países e regiões afetados por eventos naturais e sociais de grandes proporções;

- MP 520/10: cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para apoiar os hospitais universitários federais;

- MP 521/10: amplia o valor da bolsa de médico residente e garante licença-maternidade e paternidade a esse profissional;

- MP 522/11: libera crédito extraordinário de R$ 780 milhões para atender estados e municípios atingidos pelas fortes chuvas de janeiro em municípios da Região Sudeste;

- MP 523/11: autoriza a União a conceder subvenção econômica ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar investimentos e capital de giro de empresas dos municípios atingidos pelas fortes chuvas no Rio de Janeiro;

- MP 524/11: autoriza a prorrogação, até 31 de dezembro de 2011, de contratos temporários de pessoal vinculados a projetos de cooperação técnica com organismos internacionais;

- MP 525/11: permite a contratação temporária, em caráter emergencial, de professores para atender a expansão das instituições federais de ensino. Fonte: Congresso em Foco.

Ministro Lupi é reeleito presidente do PDT, mas vai se licenciar

dom, 27/03/11
por Tácito Garros |
categoria Política

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi reeleito para a presidência do PDT por mais dois anos em convenção nacional realizada nesta sexta-feira (25) na sede do partido, em Brasília. Lupi, que já era presidente licenciado, vai se licenciar novamente para continuar à frente do ministério.

A Comissão de Ética Pública da Presidência orienta ministros de Estado a não exercer função de dirigente partidário. As regras de conduta de autoridades da comissão estabelecem o seguinte: “Não deve a autoridade exercer, formal ou informalmente, função de direção ou coordenação partidárias, nem participar de exame de matéria no âmbito partidário que possa implicar, ainda que potencialmente, na utilização de informação privilegiada a que tem acesso em decorrência do cargo público que ocupa.”

Com a licença de Lupi, dois dos três vice-presidentes eleitos do PDT – os deputados federais André Figueiredo (CE) e Brizola Neto (RJ) – devem se revezar na presidência da legenda. O outro vice, o ex-governador do Maranhão Jackson Lago, está licenciado por motivo de saúde.

O atual presidente em exercício do PDT, Manoel Dias, será secretário-geral. O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, será secretário de organização.

Durante discurso na convenção, Lupi afirmou que o projeto do partido é que, em 2012, todos os municípios tenham candidato próprio. “Onde não for possível termos candidato próprio, o diretório precisará explicar à Executiva Nacional o porquê.”

Para o ministro, o partido precisa passar por uma “reconstrução” e “abrir portas” para a juventude. “Temos que atrair a juventude, não para carregar bandeira, mas para eles serem candidatos, serem protagonistas.”

Ele também defendeu, no discurso, o fim das coligações para as eleições proporcionais. “Acho que o partido tem que mostrar a sua cara”, disse Lupi. Ficou definido que o PDT fará um congresso nacional em agosto, no Rio Grande do Sul, para discutir “a atualização das teses” da legenda.

Novo partido

Após a oficialização de sua recondução, Lupi disse estar despreocupado com eventuais migrações do PDT para o Partido Social Democrático (PSD), recém-criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

“Nenhuma preocupação. O campo dele [do Kassab] é diferente do nosso. O dele está sendo mais um partido de representação eleitoral do que a formação de um partido ideológico”, disse Lupi.

Obras do PAC

Sobre os conflitos e greves de trabalhadores nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Carlos Lupi disse que o Ministério do Trabalho vem atuando.

Segundo ele, foram realizadas em 2010 mais de 100 mil ações de fiscalização na área de construção civil. “Tem muitas situações que são vexatórias.”

Lupi reconheceu que há muitos trabalhadores em condições ruins de trabalho nas obras do governo federal. “Boa parte está em condições ruins, mas isso deve ser tratado com diálogo.”

O deputado Paulo Pereira da Silva disse que as centrais sindicais vão propor uma convenção coletiva nacional para os trabalhadores das obras do PAC.Fonte: Mariana Oliveira do G1, em Brasília.



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