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TV Mirante: a primeira a entrar na Era da televisão digital

seg, 05/10/09
por tvmirante |
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por Maurício Araya
(redator do imirante.com)

 

 

A TV Mirante iniciou, na última semana, a montagem do transmissor que coloca a emissora em posição de vanguarda no Maranhão. A nova antena já foi instalada no alto da nova torre da emissora. Os testes do novo sinal começam ainda este ano, em dezembro.

 

Tudo começou em janeiro de 2008, quando foi assinado o contrato de aquisição dos equipamentos com uma empresa japonesa. Um investimento que gira em torno de US$ 1,5 milhão. O sistema digital adquirido pela TV Mirante é utilizado por grandes emissoras do Japão e da Austrália.

 

Para receber os novos equipamentos, a TV Mirante passa por uma ampla reforma em sua sede. Com uma nova redação, o Jornalismo da TV Mirante será integrado com outros veículos do Sistema Mirante – rádios Mirante AM, Mirante FM, portal Imirante.com e jornal O Estado – , permitindo uma maior convergência entre as mídias. O ambiente integrado, adotado por várias emissoras em todo o mundo, já provou ser o melhor modelo de redação, pois garante uma rápida troca de informação entre os jornalistas e uma agilidade maior na entrega das informações ao público.

 

Entre as principais vantagens do sinal de televisão digital, estão a melhor qualidade de som e imagem, a mobilidade e a interatividade. No sistema digital, o sinal não se perde entre a emissora e o televisor, porque a informação de som e imagem contida no sinal digital só se decodifica no aparelho receptor. Para assistir a TV Mirante Digital, o telespectador deverá instalar em seu televisor analógico o set top box, ou seja, o aparelho receptor do sinal digital, que fará a conversão do sinal digital para o analógico. Neste caso, o telespectador terá uma melhor imagem, sem fantasmas e chuviscos, mas não terá a alta definição, assinalado em programas como HDTV (High Definition Television, na sigla em inglês). Para saber mais sobre HDTV, acesse www.tvglobodigital.com.

 

O telespectador também poderá assistir televisão no celular (em aparelhos que recebam o sinal digital), em computadores portáteis (com a utilização de receptores digitais) e em automóveis, como ônibus, por exemplo. Num futuro próximo, o telespectador também poderá interagir com os programas da emissora, uma das vantagens do sistema digital adotado pelo Brasil.

 

Mesmo que não possua um aparelho conversor ou televisor que já receba o sinal digital, o telespectador não ficará de fora da programação da TV Mirante. Isso porque o Ministério das Comunicações fixou o dia 29 de junho de 2016 para o fim das transmissões analógicas de televisão no país.

 

A TV Mirante será a primeira emissora no Maranhão a transmitir o sinal de televisão digital, um marco histórico para a televisão no Estado. (MA)

 

Perseguidas

ter, 29/09/09
por tvmirante |
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Dalva Rêgo 
Por Dalva Rêgo

Sábado, uma hora da tarde. Como de costume, cheguei ao local onde trabalho e recebi minhas pautas: eu tinha até sete da noite para fazer três matérias.

Na primeira, que trataria de algumas conseqüências econômicas das péssimas condições das estradas que cortam o Maranhão, havia entrevistas marcadas na Ceasa, centro atacadista de produtos agrícolas em São Luís. As fontes com as quais a produção tinha marcado não estavam no local, o que não impediu a nossa equipe de reportagem de fazer a matéria.

 

Conversamos com produtores rurais, caminhoneiros e feirantes. A opinião era unânime: “perdemos mercadoria nas estradas maranhenses; o tempo de viagem aumenta, o que provoca o apodrecimento das frutas, verduras e legumes que trazemos de outros lugares para vender aqui”.

 

Já nos preparávamos para sair da Ceasa e ir a um outro local completar a matéria quando um telefonema da produção mudou toda a nossa tarde. Acho importante dizer: era o Formiga, nosso querido Fernando Formiga. Ele trazia um “factual” (no jornalismo, é o fato jornalístico imprevisível).

 

- Dalva, olha só, a Força Nacional acabou de prender umas mulheres que tentavam entrar na Penitenciária de Pedrinhas com drogas escondidas em um lugar não muito agradável, não muito convencional…

 

- Hehehehehehehe!!!

 

- É sério, exatamente onde você tá pensando…

 

- Hmmm, sério mesmo? Onde elas estão?

 

- Sério, estão sendo levadas para o Plantão Central, na Beira-Mar.

 

- Certo, estamos a caminho.

 

Bom, foi inevitável sorrir. As mulheres teriam escondido a droga ainda desconhecida para nós não só dentro da calcinha, mas dentro do que fica dentro da calcinha. Sim, lá mesmo.

 

Chegamos ao Plantão Central uns 10 minutos depois do telefonema. Na porta da delegacia, 2 viaturas e uns 6 policiais da Força, além de alguns curiosos. Uma informação aqui, outra ali e estava confirmado: Maurina Diniz Silva (26), Deysiane Buas Soares (23) e Rosa Lima Castro (37) esconderam, cada uma, cerca de 60 gramas de maconha prensada na vagina, de onde só tirariam quando, mesmo com uma dificuldade nítida no andar, conseguissem entrar na Penitenciária, uma das unidades prisionais do Complexo de Pedrinhas.

 

Uma das mulheres presas envolvidas no crime revelou à polícia que a droga foi comprada em uma casa no bairro do Barreto, aqui mesmo em São Luís. O bairro é tido como um dos maiores pontos do tráfico de drogas da capital. No local, os policiais não encontraram ninguém, mas apreenderam papelotes de maconha prontos para ser vendidos e mais uns 560 gramas de pasta-base de cocaína. Tudo foi junto com as moças para o 16º Distrito Policial, onde não havia delegado de plantão para dar o flagrante.

 

Nossa equipe tinha ainda algumas pautas a cumprir e não pôde esperar para ver sequer se o flagrante foi dado. Mas algo que nenhum jornal revelou ao público eu adoraria revelar agora: segundo um dos policiais que prenderam as mulheres, eles tiveram que conversar com elas de maneira bem persuasiva, quase sexual, para tentar convencê-las a tirar a droga de dentro das “perseguidas”. A conversa durou, em média, 15 minutos; uma rapidinha com “Força Nacional” que fez as 3 se abrirem e os 6 militares gozarem: deu certo. (DR)

 

Obs.: Essa matéria foi ao ar no JMTV 2ª edição do dia 10 de novembro de 2007.

Fé inabalável

qua, 16/09/09
por tvmirante |
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Dalva Rêgo 
Por Dalva Rêgo

 

Era sexta-feira, em julho de 2009. Os dois ponteiros do relógio apontavam para o inferno quando nos dirigíamos ao ginásio Georgeana Pflueger, no complexo esportivo do Castelinho, em São Luís. E os taquinhos de metal no meu braço não pareciam mentir quando acusavam as 18h30, a cidade já estava um caos mesmo. O sol se escondia, tirando de nós a esperança de conseguir chegar a tempo; os pais de família querendo chegar em casa depressa faziam o trânsito virar uma auto-pista sanguinária que em nada lembrava a diversão de um parque; os neurônios que me restavam pediam “pelamordedeus” que eu os poupasse. Tudo sinalizava para mais uma frustração naquele dia, fim de tarde, em que minha equipe e eu havíamos enfrentado ventos e ventanias para fechar duas matérias factuais (no jornalismo, o acontecimento, algo imprevisível) sem sucesso, porém.

E agora, depois de tanta correria, mais uma missão quase impossível nos tinha sido atribuída. Pensei: “se der errado, o que vão pensar, meu Deus?”. Do outro lado, retrucavam meus botões: “ah, não vão pensar nada demais, se der errado é porque tinha que dar”. Respirei fundo, invocando Jó (ele mesmo, o da Bíblia). Meia hora já tinha se passado quando chegamos, finalmente, ao local da matéria. Antes de descer do carro, pedi aos céus que conseguíssemos encontrar os atletas com quem a produção da TV havia marcado. E é aqui que está o motivo da minha fé inabalável.

Bastaram poucos passos em direção ao ginásio quando me deparei com uma multidão de atletas vindo ao meu encontro, ansiosos, sorridentes… Nossa! A minha felicidade foi vê-los e saber que a matéria teria como ser feita, afinal, eles estavam ali. A felicidade deles foi ver a equipe de televisão chegar para, naquele momento, registrar a magnitude de talentos tão sublimes como aqueles com os quais eu me deparava.

 

Tinha gente de toda idade: crianças, adultos, idosos. Homens e mulheres. Atleta de toda modalidade, do atletismo ao jogo de damas. Ali estávamos para mostrar os jogos de uma olimpíada, no mínimo, curiosa: a olimpíada da APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.

 

No jogo de futsal, chocalhos funcionavam como olhos para os atletas que não enxergavam. No atletismo, mesmo sem ouvir, aqueles meninos e meninas pareciam ter a raça do jamaicano Usain Bolt e a persistência do nosso José Carlos Moreira, o Codó. Aqueles atletas maranhenses mais que especiais estavam ali para mostrar que deficiência nenhuma é páreo para uma vida feliz. Minha equipe e eu estávamos ali para, no início, fazermos uma matéria a ser exibida no Globo Esporte do dia seguinte. Só então, em contato com essa gente tão mágica, deixando escorrer uma lágrima do olho direito (o mais sensível), dei-me conta de que felicidade mesmo era ter a oportunidade de testemunhar o que, lamentavelmente, algumas pessoas só veriam pela TV.

 

Nós estávamos testemunhando o renascer, a superação. E sabe o que mais nos impressionou? Ninguém, absolutamente nenhum atleta dos mais de 5 que entrevistei, falou em perder ou ganhar. Eles só queriam aparecer… E, claro, apareceram. Despertaram em nós o mais belo sentimento que uma noite inicialmente infernal como havia começado a nossa pode desejar: o regozijo.

 

A matéria? Bom, no dia seguinte ela foi exibida. Em aproximadamente 1 minuto e meio contamos a história resumida, lógico, de uma experiência arrebatadora da qual nunca mais vamos esquecer.

 

São surpresas como essa que fazem parte da nossa rotina de trabalho na TV Mirante. Não sabemos o que vai acontecer ou quem vamos conhecer ou o que vamos sentir. Não sentimos nada até, de fato, experimentarmos. O tempo é curto para fecharmos as matérias que são exibidas nos nossos telejornais. Como seria bom poder passar cada detalhezinho para os telespectadores! Talvez no futuro… Mas, bem, foi pensando nisso que resolvemos estender a nossa redação e trazê-la para cá. A idéia é criar com quem nos assiste um vínculo, afinal, o nosso trabalho é tão humano quanto as relações que estabelecemos por aí, no dia a dia.

 

Vamos trazer histórias que nos emocionaram, momentos de chateação, explicações sobre reportagens, entre outros assuntos que intrigam tanta gente quando o assunto é televisão. O espaço está aberto. E lembre-se: procure não se espantar com o que vai ler aqui, afinal, como diz o jornalista Ricardo Kostcho, “jornalista, ao contrário do que a hipocrisia de muitos quer negar, também tem lado, time, partido, igreja, amigos, alma e coração”. (DR)



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