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Mortes violentas de torcedores de futebol: da barbárie ao efêmero

qua, 05/08/09
por zarturgiglio |
categoria Sem Categoria

O Sociólogo Maurício Murad apresentou um estudo, com base “[...] em dados fornecidos por jornais, revistas e rádios das principais cidades do país entre os anos de 1999 e 2008.”, que revela tendências alarmantes em relação à quantidade de mortes provocadas por motivações vinculadas ao futebol. Os dados indicam que atualmente o Brasil é o campeão mundial de mortes decorrentes de conflitos entre torcedores de futebol, no entorno dos estádios, após a realização de jogos de futebol profissional. Foram 42 mortes nos últimos dez anos, média de 4,2 por ano; ou 28 mortes nos últimos cinco anos, média de 5,6 por ano; ou 14 mortes nos dois últimos anos, média de 7,0 mortes por ano.
O autor associa esse crescimento ao aumento da violência no país, decorrente da impunidade e da corrupção no Brasil. Contudo, a matéria (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/07/19/ult5772u4685.jhtm) não apresenta os índices sociais comparativos, de violência e de corrupção, a que se referiu o autor.
Como contribuição ao “debate”, trazemos algumas considerações.
Uma delas se relaciona à natureza da motivação que conduz alguém a assassinar outro “alguém” que, em essência, é um “igual” (torcedor de futebol, tanto quanto o outro). Na condição de seres humanos, um assassinato seria condenável sob qualquer aspecto; contudo a questão que mais intriga as “pessoas de bem” é o fato de que a motivação para a manifestação de violência física, explícita e fulminante, “nasce” do princípio da rivalidade, entre clubes de futebol! Esse é um pressuposto primário, e que esconde as verdadeiras razões para esse comportamento primitivo, mas, infelizmente, frequente em muitas sociedades ditas civilizadas.
Porém, há um contexto subjetivo que esconde essa aparente relação direta (futebol e morte). A exacerbação sem limites ascende da intolerância à diferença. Diferença essa, como se verá adiante, que é criada subjetivamente, por mecanismos psicológicos internalizados pelo sujeito, que passa a acreditar e a exacerbar o que julga como diferença.
Ambos (o que mata e o que é morto), quando no caso de torcedores rivais em confronto direto, não admitiam, no momento em que um assassinou o outro, a coexistência daqueles que os “ameaçam” – mesmo que no imaginário de cada um-, principalmente próximo ao “campo sagrado de batalha”, que é o chão onde ocorrem as representações dos espetáculos (muitas vezes nem tanto) esportivos, ou seja, o campo de jogo.
Lá onde ocorre o jogo é uma “fábrica” de emoções, de ilusões e potencialmente promotora de paixões e violência simbólica. Lá onde o confronto acontece é o local onde os torcedores projetam suas expectativas, suas apostas, suas identificações. É lá, ainda, onde os torcedores “delegam” representações imaginárias aos jogadores que defendem “seu” time de coração; mesmo que, o representante (jogador profissional que atua lá no campo, seu local de trabalho) nem se dê conta do que está representando, do ponto de vista das produções simbólicas e psicológicas daqueles que o assistem.
Portanto, para os torcedores que integram grupos organizados de “iguais”, nada é mais extasiante e compensador do que a vitória de “seu” time sobre um adversário rival. A ele, torcedor que “pertence” a uma facção específica e torcedora de um determinado time de futebol, não basta a vitória, mas, se possível, a humilhação do “derrotado”;  a “morte” simbólica do rival!
Esses componentes psicológicos, em muitos casos, se associam à agressividade e ao sentimento de fortalecimento que se frutifica em decorrência da “soma” das forças negativas, digamos, (entendam como desejarem) dos demais “companheiros” que pertencem ao mesmo grupo, à mesma horda.
A discussão é longa e quase infindável, mas, esse recorte, de certa forma permite traduzir, e nunca justificar, os motivos pelos quais ocorrem os confrontos físicos que chegam a causar mortes. A associação entre sentimentos de frustração; de ressentimentos acumulados no dia a dia; de auto-avaliação em relação à percepção de exclusão social; de auto-afirmação perante os demais pertencentes do mesmo grupo; enfim, de inúmeros outros componentes simbólicos que habitam esse contexto de agressividade e violência, caracterizam um conjunto de fatores que promovem esses comportamentos. Contudo, o papel do grupo social a que pertence o sujeito que chega a praticar esses comportamentos de agressividade e extrema violência, é preponderante.
Observem que o futebol, em si, é apenas um pretexto, embora a organização de alguns grupos torcedores (ou torcidas organizadas), que em muitos casos já foram classificados como gangs pela Polícia, Ministério Publico e setores da mídia, principalmente nos grandes centros urbanos do país, tenham se originado a partir da referência simbólica de clubes de futebol.
Com o advento da tecnologia via web, encontros “amistosos” de grupos rivais são pré combinados, e não é para trocar flores ou para se confraternizarem. É possível até mesmo se imaginar uma tecnologia de estratégia de guerrilha urbana.
Voltando a questão dos “templos sagrados” (estádios de futebol), ressaltamos o ritual como elemento de “aquecimento”, para torcedores com o perfil caracterizado anteriormente. Neles está incluído, entre outros fatores, o uso das camisas do grupo (que nos grandes centros, em dia de jogo, somente são vestidas após a chegada em “local seguro”) com impressões do símbolo do clube; os cantos dos hinos do grupo, as palavras de ordem e os gritos de guerra; dentre outros procedimentos usuais. Posteriormente, a organização do grupo no estádio e os rituais de apoio, de pressão, de vibração, de xingamentos, de exaltação e de enaltecimento do próprio grupo, como se em uma batalha. As turbas se “organizam” para a batalha !!!
Não há possibilidade de se pensar um jogo de futebol profissional sem todos os componentes simbólicos e subjetivos que se acionam antes, durante e após os “espetáculos”. Para alguns, apenas estar presente e torcer, vibrar ou lamentar é suficiente; para outros são detalhes de uma etapa, pois, lá fora (dos estádios) começará o terceiro tempo do “jogo”, o jogo da violência. E o inimigo é o rival que precisa ser “destruído”, quem? Qualquer um poderá ser vítima!
Trazemos à discussão alguns outros elementos que não se contrapõem ao estudo de Maurício Murad, entretanto, nos fazem ficar ainda mais preocupados com a capacidade que alguns seres humanos possuem de ceifar a vida alheia por motivos absolutamente fúteis e sem sentido, efêmeros por natureza. Ou seja, que argumento seria justo para matar alguém devido ao fato de serem (o assassino e a vítima) torcedores de times de futebol diferentes?
Percebam que, no cotidiano, as pessoas convivem com esse tipo de diferença, e , ao contrário, até mesmo conseguem se utilizar de argumentos provocativos, mas, providos de certa dose de humor, ou porque “seu time” perdeu ou porque ganhou. Enfim, “gozações” que integram as relações sociais de uma forma saudável.
A questão que indigna os cidadãos de bem é a irracionalidade daqueles que criam “necessidades” que os remetem a se confrontar até a morte, porque o outro é ”diferente”, não sendo. Observem que não há diferença em ser torcedor de um clube de futebol, mesmo, e principalmente, se o torcedor “pertencer” a um grupo organizado (e ainda assim, é de conhecimento geral que existem vários grupos “diferentes” de torcedores organizados do mesmo time de futebol, como ocorre, por exemplo, em relação aos grandes clubes. Há várias torcidas organizadas de clubes como Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Vasco. Ou seja, ser torcedor é ser torcedor! Tudo o que tem sentido para um torcedor de um clube tem sentido para o torcedor de outro clube, obviamente em relação ao “seu” próprio clube, mas, na essência, do ponto de vista de cada um, não há diferença. Apenas poderíamos tentar classificar os “níveis” distintos de torcedores: os que apenas assistem aos jogos pela TV; os que vão aos estádios e ficam nas cadeiras com seus familiares ou amigos; os que se organizam em grupos e permanecem em grupos do começo ao fim dos jogos (é aí que “mora” o perigo!). Enfim, seja o clube que for não há parâmetros para determinar quem é mais torcedor do que o outro, ou, melhor torcedor do que o outro, portanto, são “iguais” nesse sentido.
As diferenças residem no imaginário, nos valores e princípios que acreditam cada componente de cada grupo, como já dissemos, mas, na essência (ser torcedor de um clube de futebol), não há diferença! A não ser na imaginação, ou percepção equivocada, daqueles que se julgam melhores do que outros, sem perceberem a dimensão de que as supostas diferenças (neste caso analisado) pressupõem sempre componentes comuns em ambos os grupos, que são negados ou ignorados.
A pesquisa do sociólogo Maurício Murad também revela o perfil dos mortos por conflitos decorrentes de razões relacionadas ao futebol: a maioria “[...] era composta por jovens entre 14 e 25 anos, de classe baixa ou média baixa, com escolaridade até o ensino fundamental e, em geral, desempregada”.
Se atentarmos bem, são “iguais” até mesmo socialmente. Portanto, a diferença está no imaginário, na crença de que “eu tenho que aniquilar o rival, o que concorre comigo em relação a um espaço (ser campeão, mesmo que por “procuração”, já que, quem joga e ganha “por mim, é o outro!”) que só pode ser de um, o campeão, o “vencedor”.
O fato lamentável é que a morte física foi banalizada, seja pelo motivo que for, os crimes se tornaram tão comuns que não causam mais impactos (salvo para os familiares que sofrem as perdas), viraram estatísticas. É terrível a constatação de que as pessoas não acreditam mais nos poderes constituídos, que deveriam prevenir, julgar e condenar os criminosos.
Pior ainda é a “morte” do sentimento de respeito à diversidade, seja ela da natureza que for. O “fair play” que deveria caracterizar o “espírito” do jogo deu espaço para o jogo simbólico que motiva a morte de “inimigos iguais”.

PAZ”mem“!

Um modelo metodológico para o ensino de esporte na escola: uma proposta consolidada.

sex, 24/07/09
por zarturgiglio |

Retomamos a abordagem temática sobre a questão da Educação Física nas escolas, enfocando um pequeno recorte sobre modelos de práticas.Vimos, no “post” (texto) publicado no dia 08/07, que, do ponto de vista dos conteúdos programáticos da disciplina Educação Física, há um leque de alternativas a serem contempladas e que, dentre elas, se incluem os esportes. Observem que a palavra esporte foi escrita no plural. Se abstrairmos os esportes como um dos conteúdos de um universo ampliado de possibilidades de prática, será possível dimensioná-los de forma a atender a todos os interesses. Interesses distintos, na perspectiva do praticante, que poderá apenas estar motivado para a prática recreativa, ou interessado em aprender esportes diferentes, ou, até mesmo (e porque não?) por uma prática competitiva, quando o mesmo já possui habilidades e técnicas específicas ou, enfim…

Destacamos, na verdade, a premência de se respeitar os interesses individuais, mesmo que os conteúdos sejam comuns. A partir desse pressuposto, se abrem duas novas dimensões: a didática, na condição de recurso pedagógico e da metodologia, como estratégia de ensino vinculada aos objetivos específicos das aulas. Ao nos referirmos aos objetivos específicos pressupomos as adequações necessárias para que os educandos sejam os principais beneficiados no processo e, nesse sentido, recuperamos a preocupação que mencionamos anteriormente: os interesses e motivações individuais e/ou de subgrupos, integrantes de um grupo maior (turma -5ª série do Ensino Fundamental, por exemplo) que, embora possam compor a mesma faixa etária, certamente se constitui heterogêneo, em vários sentidos.
Há formas variadas de se garantir a participação do grupo como um todo independentemente do nível de habilidades que possam possuir (“momentaneamente”) os indivíduos, separadamente. Ou seja, se consideradas as afinidades, a adequação do nível de habilidades e os interesses individuais e, evitados os previlegios de uns em detrimento de outros, é possível se contemplar a inclusão como princípio e a qualidade de ensino como parâmetro para todos (as).
Apresentaremos em seguida um modelo aperfeiçoado do conceito que defendemos há muito tempo, em relação à implementação de metodologias que, na prática, garantem a participação de todos(as), indistintamente. Pois bem, o modelo apresentado a seguir tem sido utilizado para o ensino de esporte coletivo, particularmente o voleibol, e é denominado de “Festivolei”.
Tivemos a oportunidade de orientar a professora Flávia Batista Lima, por ocasião da produção de sua monografia de conclusão de curso (Licenciatura em Educação Física da UFMA), no ano de 2008 (recomendamos sua leitura). Seu trabalho versou sobre um modelo metodológico de ensino do Voleibol, que pressupõe a inclusão de todos(as) os estudantes de várias séries de alguns estabelecimentos (privados) de ensino da capital maranhense.
Vários profissionais contribuíram na organização e desenvolvimento de inúmeros “Festivoleis”, realizados ao longo da história desse evento. Porém, destacamos a participação de alguns dos profissionais que promovem e organizam o evento, já em sua fase mais recente, são eles: professores Antonino Araújo Neto, Cláudio, Antonio Carlos B. de Matos, Geraldo Magela, Sérgio, Telésfero, Ubiracy. De antemão nos desculpamos pelo equívoco ou esquecimento de algum nome ou sobrenome (que poderá ser reparado com a contribuição dos leitores).

Nas palavras da autora do trabalho referido, professora Flávia Batista Lima,

“O Festivôlei caracteriza-se por ser um festival de voleibol, onde várias partidas acontecem simultaneamente em quadras adaptadas proporcionando a crianças de diferentes faixas etárias e variado níveis de habilidades jogarem ao mesmo tempo.
Os jogos no Festivôlei possuem caráter lúdico, onde os principais objetivos, são: proporcionar às crianças atividades recreativas dentro do processo educacional, tendo como o meio o voleibol; difundir o voleibol dentro das escolas participantes; melhorar o nível técnico do voleibol dos alunos participantes e por extensão na cidade de São Luís; desenvolver valores morais dos alunos praticantes; contribuir com o processo educacional das crianças envolvidas.
O fator lúdico é fundamental dentro do processo de aprendizagem de esportes, reflete no estado motivacional dos praticantes. No Festivôlei o lúdico predomina, o caráter da prática se contrapõe à tônica dos jogos formais e mais elaborados em relação às regras e regulamentos, onde os mais habilidosos são sempre os que se sobressaem.
O Festivôlei proporciona um ambiente agradável, para que o desenvolvimento de habilidades possa ocorrer de forma gradual e harmônica, ou seja, as crianças aprimoram o padrão de movimento através dos jogos, cuja execução objetiva apenas a estimulação para que assim a criança construa o seu próprio repertório motor, sem nenhuma sobrecarga.
No Festivôlei ocorrem diversas adaptações, desde a estrutura do jogo até as divisões por nível de habilidade, tornando os jogos mais compatíveis com as possibilidades e interesses das crianças atraindo maior número de praticantes.
No festival, é proposto aos participantes o jogo com regras simples, com um número reduzido de jogadores e em espaços menores, de modo que permite a continuidade das ações e maiores possibilidades de concretização, tais alterações ocorrem no sentido de estabelecer uma maior coerência entre os níveis de habilidades dos participantes e o grau de exigências dos jogos.
Em média, participam do festival 250 crianças. Todos os participantes são colocados a jogar, não havendo valorização da seleção ou da vitória. No Festivôlei, ocorre a divisão das categorias em níveis, determinados pelo grau de habilidade, nos quais as crianças jogam com outras em condições semelhantes de desenvolvimento, permitindo aos participantes maiores possibilidades de concretizar suas ações dentro do jogo, aumentando assim a motivação dentro um ambiente alegre e extremamente participativo.”

Há outros tantos modelos metodológicos possíveis que, em sua própria forma operacional já contempla a inclusão de todos(as) alunos(as) nas atividades propostas, sejam elas esportivas , recreativas ou de outra natureza.
Destacamos, entretanto, a relevância  dos conteúdos como fator de promoção da condição educativa dos educandos e da motivação como um elemento que permeia a relação do sujeito na e com a ação, propriamente dita.

Até o próximo…

Seção “besteirol” – Buracos e lombadas: aspectos “psicológicos” das ruas

dom, 12/07/09
por zarturgiglio |

Queiramos ou não nos depararemos, nas ruas, com duas situações inevitáveis: ou entramos “com tudo” nos buracos, ou saltamos “felizes” para cima, nas lombadas… escolha!!!
Os buracos são depressivos, em ambos os sentidos, tanto por, fisicamente, serem para baixo (você conhece algum buraco para cima?), quanto por, emocionalmente, digamos, nos deixarem “para baixo”, principalmente quando o buraco cortou o pneu (é só pensar na  conta!)
E a lombada? Ah! A lombada é “fantástica”, ela levanta, literalmente, a “moral”; remete-nos sempre “para cima”, às vezes até nos levam a bater a cabeça no teto do carro, mas, isso é apenas um detalhe, o que importa é a sensação de, rapidamente, “subir” na vida (sobe mesmo!). Aliás, pode até servir de terapia, “lombadoterapia”, que tal? Seria de graça (apesar de não ter graça nenhuma!), e farta, já que em todas as ruas encontramos lombadas, “maravilhoso!”.
Depois que vivenciamos as duas situações passamos a perceber que uma existe em função da outra. Perfeito! Ainda há esse aspecto, um gera a necessidade da outra, enfim, formam um casal, que lindo!
Primeiro o buraco, para baixo, repressivo e impiedoso; em seguida a lombada, a redentora da auto-estima. Enfim sós? Não, as duas só fazem sentido com “todo mundo”, caindo e subindo, portanto, há uma relação social e, até mesmo democrática, pois, desde os carroceiros, ciclistas, passageiros de ônibus, motociclistas, pedestres, enfim “todos” possuem os mesmos direitos: o de cair em buracos e o de subir em lombadas!
Ah! Falando em passageiros de ônibus, diria o mais otimista, pensando, resignado, no buraco de acabou de cair o ônibus e ele (passageiro) que acabou de bater a cabeça na janela, porque o ônibus balançou violentamente para um lado e para o outro: “essa vida é assim mesmo, tudo é passageiro…” diria um outro passageiro a seu lado: “menos o motorista e o cobrador…”rs, rs. Ledo engano: os buracos e as lombadas já fazem parte do cenário, há muito tempo, então, segura que lá vem mais um…
Raramente temos um buraco tapado e nivelado com o “resto” de rua que não é buraco. Afinal, voltaríamos para o mesmo nível. Não há sentido, as experiências devem ter um potencial para nos levar para cima, para um patamar superior aos buracos. Por isso, quem sabe, os buracos das ruas, quando são “tapados” (será que o buraco que é “tapado?) são “substituídos por lombadas e nunca são preenchidos no mesmo nível da rua. Compreenderam agora por quê?
Boas lombadas! Melhor que buracos, não é mesmo?

O conflito do direito ao acesso…(segunda parte)

qua, 08/07/09
por zarturgiglio |

Prosseguindo a discussão sobre o tema anterior, trazemos alguns tópicos sobre referenciais legais mais recentes sobre a condição da disciplina Educação Física como componente curricular.
É necessário recordar que a atual condição da Educação Física, reconhecida como uma disciplina essencial para o processo de formação educativa, é fruto de conquistas históricas acumuladas por anos e anos de luta de muitos educadores idealistas da área. 

O processo de legitimação da Educação Física teve início ainda no período Brasil-Império com Rui Barbosa que apesar de não ser favorável ao Método Alemão, defendia de forma veemente a prática da Educação Física como pôde ser observado em seu Parecer de n.º 224, sobre a Reforma Leôncio de Carvalho sob o título “Reforma do Ensino Primário e várias Instituições Complementares da Instrução Pública”, apresentado à Câmara dos Deputados em 12 de setembro de 1882, citado por CANTARINO FILHO (1982): “… Não pretendemos formar acrobatas nem Hércules, mas desenvolver na criança o quantum de vigor físico essencial ao equilíbrio da vida humana, à felicidade da alma, à preservação da Pátria e à dignidade da espécie…”.(http://www.webartigos.com/articles/3097/2/educacao-fisica-no-brasil-uma-historia-politica/pagina2.html, consulta realizada no dia 07 de julho de 2009).
A história nos conta que a Educação Física foi sinônimo de ginástica, nos anos 30 do século passado, ao ser utilizada como meio disciplinador e regulador de corpos; foi apropriada e instrumentalizada como a redentora para os males da saúde, por meio da fortalecimento físico e do desenvolvimento da aptidão física; nos anos 40 do século XX, a concepção militarista de hierarquia, obediência e disciplina, foram fortalecidas também por via da Educação Física; com o advento da Guerra Fria, pós- Segunda Guerra Mundial, o processo de esportivização inicia sua influência sobre a Educação Física e se consolida, através da influência exercida pelos grandes eventos esportivos, e por políticas públicas vigentes à época,que buscava exaltar talentos e a performance como meta principal.
 Embora a legislação vigente possa ser facilmente obtida por pesquisa na Internet, ressaltamos que nos apoiamos em várias informações cedidas pela professora Mestre Silvana Martins de Araújo (a quem agradecemos).
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e Médio (Conselho Nacional de Educação, 1998), a Educação Física constitui a Área de Conhecimento da Base Nacional Comum.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (MEC, 1997, 1998) incluiu a Educação Física como componente curricular e, em 12 de dezembro de 2001 a Lei nº 10.328, em seu § 3º do art. 26 da Lei nº 9394/96 introduziu o termo obrigatório, após a expressão curricular.
Em 2003 a Lei nº 10.793 altera a redação do § 3º do art. 26, e do art. 92 da Lei nº 9.394/96 – estabelecendo  que a Educação Física seria facultativa para: a) alunos trabalhadores (6 horas de jornada); b) maiores de 30 anos; c) aos alunos em prestação de serviço militar; d) aos amparados pelo decreto nº 1.044/69 – tratamento especial de alunos com afecções; e)  as alunas que tenham prole.
Contudo, ressaltamos que “Ao colocá-la na condição de Área de Conhecimento como as demais, o Conselho Nacional de Educação (CNE) reconhece que o ensino da Educação Física tem um objeto de estudo e um conhecimento próprio formulado ao redor desse objeto, sendo o alicerce do seu ensino na escola”(SOUSA e VAGO,1999, apud Araújo, S.M, 2009).    
A mudança da Educação Física da condição de Atividade (Decreto-Lei nº 69.450/71) para Componente Curricular (LDB nº 9394/96) e Área de Conhecimento (Diretrizes Curriculares Nacionais -DCNs, 1998) significa que o tratamento para a Educação Física iguala-se, no que diz respeito à organização escolar, a todas as outras áreas de conhecimento.
Há um sentido fundamental implícito neste reconhecimento, o de que a Educação Física possui conteúdos de ensino próprios. Ou seja, os alunos têm um corpo de conhecimento amplo e específico a se apropriarem através das aulas de Educação Física, a partir de referências do Parâmetros Curriculares Nacionais –PCNs (ensino fundamental) e Orientações Curriculares para o Ensino Médio.
As atividades esportivas (escolinhas e treinamento) devem ser consideradas extras curriculares, preferencialmente em turno contrário às demais aulas, e nunca em substituição à disciplina Educação Física. Não apenas para o cumprimento da legislação, mas, e fundamentalmente, em respeito ao princípio do direito do aluno a ter acesso ao conhecimento de todas as áreas e não de parte dele.
 A referência para a organização da Educação Física é a mesma, se comparada às demais disciplinas, ou seja, a carga horária deve ser definida na grade curricular, como parte da Base Nacional Comum; o tempo de aulas único e igual às outras disciplinas; aulas realizadas no mesmo turno da matrícula dos alunos; aulas para cada série e não para turmas unidas; o acompanhamento pedagógico (supervisão e orientação) deve ser sistemático, como para todas as áreas.
Há inúmeros outros aspectos a se considerar sobre a Educação Física, que caracterizam a mesma como disciplina. O processo de avaliação é um deles, que parte do sistema de avaliação geral adotado pela escola, incluindo os estudos de recuperação paralela, com notas ou conceitos incluídos nos boletins.
Porém, mudanças efetivas não dependem tão somente de normas ou leis, mas, por parte dos professores, de intervenções pedagógicas qualificadas; participação em reuniões pedagógicas e de planejamento, assim como ocorre com as demais áreas.
Segundo Araújo, S.M(2009) “A materialização dessas mudanças, possibilitada pela luta dos educadores e de certa forma possibilitada pela legislação educacional brasileira, somente poderá encontrar eco na prática pedagógica dos professores de Educação Física se estes usarem argumentos legítimos e específicos para justificar a importância da Educação Física na formação dos alunos.”
Nos anos 90 do século XX se intensificaram os debates sobre o objeto de estudo da Educação Física. Seria apenas uma prática de atividade física, ou teria a mesma o movimento humano como dimensão, ou, ainda, a cultura corporal na perspectiva de um contexto mais ampliado e inclusivo?
Essa busca nos remete à compreensão de que a expressão corporal é uma forma de linguagem, dotada de conhecimentos universais, portanto, um patrimônio da humanidade, passível de ser apropriado por todos, indistintamente e, nesse sentido a escola se constitui em um campo de ensino adequado, assim como a Educação Física é um meio privilegiado e mediador do processo de apropriação de conhecimentos.
Um dos clássicos sobre esta discussão é o Coletivo de Autores (1992, p.61-62), que caracteriza a Educação Física como:
“Uma disciplina que trata, pedagogicamente, na escola, do conhecimento de uma área denominada cultura corporal. Ela será configurada com temas ou formas de atividades, particularmente corporais como: jogo, esporte, ginástica, dança, ou outras que constituirão seu conteúdo. O estudo desse conhecimento visa apreender a expressão corporal como linguagem” (apud Araújo, S.M, 2009)
A dimensão de conhecimentos vinculados à disciplina Educação Física é extremamente plural, se considerada sob a condição das diversidades regionais, culturas étnicas, práticas populares, enfim, nesse universo ampliado o esporte é apenas uma de suas dimensões.
A Educação Física “Trabalha não apenas com o esporte, ou o corpo, ou o exercício físico: trabalha com conhecimentos, hábitos, noções éticas e morais, valores, vontades, desejos e, ao tematizar a cultura corporal, trabalha o movimento humano preocupando-se, fundamentalmente, com a formação do ser humano”.(MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Educação, 1998).
Recordamos que os Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física apontam este componente curricular como cultura corporal defendendo a necessidade de “mudar a ênfase na aptidão física e no rendimento padronizado que caracterizava a Educação Física, para uma concepção mais abrangente, que contemple todas as dimensões envolvidas em cada prática corporal” (MEC, 1997,apud Araújo, S.M, 2009).
Como dissemos anteriormente, o assunto é muito vasto, polêmico e apaixonante, mas, o que importa é a valorização da disciplina Educação física, do professor de Educação Física e a compreensão por parte dos coordenadores pedagógicos, diretores de escola e a sociedade como um todo de que muito além de uma atividade esportiva ou recreativa a Educação Física deve ser compreendida como um patrimônio educativo e formador, que oportuniza o desenvolvimento de potenciais humanos, de forma particular e diversa.

O conflito do direito ao acesso aos conteúdos teóricos e práticos na disciplina Educação Física (primeira parte)

qua, 01/07/09
por zarturgiglio |
categoria Sem Categoria

No texto anterior, ocasião em que trouxemos o debate sobre duas dimensões antagônicas de práticas alternativas de atividade física (atividades lúdicas e práticas competitivas), o fizemos com o propósito de, a priori, caracterizá-los quanto à sua natureza e, a partir desta condição, ediscuti-las, na perspectiva da Educação Física formal e dos jogos (competições) escolares. A Educação Física é uma disciplina componente do currículo obrigatório do Ensino Médio, assim como a matemática, a química, língua portuguesa, etc. Destacamos dois aspectos conflitantes, um deles relativo aos conteúdos programáticos e o outro afeto à questão da metodologia de ensino. Essa discussão é ampla e perpassa por várias correntes explicativas, porém traremos algumas considerações de caráter mais genérico. A princípio trazemos a seguinte indagação: Quais objetivos devem ser considerados essenciais para a disciplina Educação Física?  Sem que nos aprofundemos, destacamos um objetivo geral essencial da disciplina: educar! E educar pressupõe valores como, a vivência; o desenvolvimento de competências; a interação social; o autoconhecimento, entre outros fatores. E, para tal, é necessário diagnosticar, planejar, adequar conteúdos e métodos às diversidades, enfim, há muito que se considerar e operacionalizar para se atingir objetivos. Se considerarmos outras disciplinas como, matemática, geografia, dentre outras, de imediato nos vêm à mente as aulas expositivas, os exercícios, os trabalhos, e as avaliações tradicionais. Ou seja, há padrões referenciais em nosso imaginário, por mais que já existam alternativas pedagógicas inovadoras. Assim como, quando o assunto se volta para os conteúdos, de imediato imaginamos aqueles que aprendemos em nosso período escolar, como ocorre na matemática, física, biologia, ou outra. É possível imaginar o estudo da Biologia sem compreender o que é célula, ou a matemática sem as suas “adoráveis” fórmulas e cálculos? Complicado não é? Portanto, alguns conteúdos são imprescindíveis. Quando o assunto é Educação Física surge muitas dúvidas. Quais seriam os conteúdos (tópicos que o aluno deveria aprender) nesta disciplina?  Sob a referência do “senso comum”, muitos diriam: “futsal, basquete, volei, handebol…”, ou seja, os esportes, certo? Errado! Há muito, mas, muito mais conteúdos significativos, além dos esportes. “Mas, importantes para que?” Essa questão é fundamental! Todos nós “temos” que ter habilidades técnicas e capacidades físicas para competir? Decerto que não, pois, considerando que a competição se ancora na lógica do resultado, certamente, por princípio, excluí a maioria. Ora, se a maioria é excluída do processo seletivo, o que fazer com aqueles (as) – observem, a maioria absoluta-, crianças e adolescentes que não foram “escolhidos” pelo professor, ou técnico? Pois, bem, assim como destacamos em outro texto a questão do direito ao acesso e, portanto, aos conteúdos teóricos e às práticas, reafirmamos que o direito deve ser universal, então, para todos. Em síntese, tanto a competição quanto a não competição devem compor o universo das práticas alternativas, preservando os conteúdos necessários ao desenvolvimento integral dos educandos. É necessário o cumprimento do princípio do direito a todos (as) e da qualidade do processo de ensino, igualmente para todos (as). Seria possível o aluno optar, como em um supermercado, “ah, matemática eu não quero, nem história; língua portuguesa só um ‘pouquinho’; eu já sei falar direitinho, mesmo.” Óbvio que se trata de uma ironia, mas, esse fato ainda acontece, lamentavelmente, com a disciplina Educação Física, em muitas escolas. Como? O aluno, ao ser matriculado poderá optar por uma modalidade esportiva (“escolinhas de esporte”), -pasmem! e ainda pagam “por fora” por isso-; ou, se já é atleta irá para uma das seleções de algum esporte ou, se não é habilidoso o suficiente e nem quer ir para alguma “escolinha de esportes”, aí sim, “…então terá que fazer Educação Física!”. “Voltando ao supermercado”, ainda há propaganda sobre os “produtos”: “ah! se você escolher o basquete, irá crescer”. Absurdo! não há fundamento científico para esta afirmação, mas, muitos acreditam até hoje que sim. A prática de qualquer esporte poderá, para não ficar dúvida, PODERÁ facilitar o processo de crescimento e desenvolvimento, mas, jamais o fará acima do potencial genético do educando, e, ainda assim, aliado a outros fatores como, qualidade alimentar, etc. Portanto, é propaganda enganosa! Há, ainda, voltando à questão da propaganda a favor da prática de esportes em detrimento da Educação Física, a famosa frase: “se você ‘fizer esporte’ ficará dispensado da Educação Física”. Isso beira ao crime contra o direito de acesso aos conteúdos teóricos e práticos, como já dissemos anteriormente. É o equivalente a dizer, de forma metafórica, “faça um cursinho de álgebra que eu te ‘libero’ da matemática”. Em síntese, é na disciplina Educação Física que os alunos deveriam aprender e apreender a prática DOS ESPORTES, como um dos conteúdos. Por interesse e identificação dos alunos, em relação a um determinado esporte, aí sim poderiam participar de programas especiais na própria escola. Basta que se perceba que os esportes são atividades meio, portanto, detentores de potenciais que desenvolvem capacidades. Em suma, os jovens poderiam ser muito mais beneficiados aprendendo vários esportes, além de vários outros conteúdos fundamentais.      Quantos dos que neste momento lêem este texto tiveram aulas de Educação Física regular, quando cursaram o Ensino Fundamental e Médio?  Quantos de nós “conseguimos a dispensa” em Educação Física? Quais os motivos? Percebam que a questão é complicadíssima. Por isso, continuaremos essa “conversa” no próximo texto.

O “jogo” lúdico e a competição esportiva

seg, 22/06/09
por zarturgiglio |
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A cultura corporal em sua condição de expressão de prática espontânea pode ser compreendida como uma manifestação que “nasce” a partir de interesses individuais e/ou de grupos, seja na praça do bairro, no quintal da casa, na praia, nos becos, enfim…
Dizer algo sobre “jogar” descomprometidamente é uma missão que nos remete a algo como “abrir o portal das lembranças prazerosas de sua história de vida”.
Poderíamos classificar as práticas de atividades físicas ou dos jogos voluntários a partir do sentido que as(os) mesmas(os) exercem sobre quem as(os) pratica. Exemplificando: se algumas crianças se reúnem na rua e decidem jogar futebol, voleibol, ou brincar de “cancão”, ou de “peteca” (na região mais ao sul do Brasil essas brincadeiras são conhecidas como “amarelinha” e “bolinha”-de gude-, respectivamente), o fazem movidos por interesses descomprometidos em relação aos resultados. Mesmo que se possa expressar em números qualquer forma de resultado dessa prática, os mesmos (números) são efêmeros, sem sentido, pois, não serão importantes se comparados à própria prática. Sim, a prática é que, verdadeiramente, se constitui importante. O valor da mesma está implícito na ação e, subjetivamente “expressos” por sentimentos de prazer.
Sim, e aí? bem, se considerarmos os argumentos anteriores como pressupostos, seria possível estabelecer um contraponto com a competição esportiva. Pois bem, a lógica da competição esportiva pressupõe o resultado como parâmetro principal. O princípio é sempre comparativo e performático. Nesse sentido, a questão que “interessa” é: “quem foi o campeão?”.Ou seja, o “resto” não interessa. É óbvio, portanto, que a competição é seletiva, pois, exclui os “menos habilidosos” e, de certa forma, elitista, no sentido de que não permite o acesso de todos à determinadas práticas esportivas. Caracterizando melhor, quem posui acesso à prática de natação, ou de hipismo, ou, ou e ou…
Da mesma forma que distinguimos os sentidos das distintas manifestações, é fundamental que destaquemos a questão do direito ao acesso a ambas as formas de prática. Felizmente ainda não privatizaram as praças, becos e praias (por enquanto!).
Bem, o assunto requer inúmeras análises, para não se chegar a nenhuma decisão definitiva já que não é consensual e, portanto, certamente merecerá tantas outras “conversas” neste espaço. Até lá!

“Visitando” o imaginário dos JEMs

seg, 15/06/09
por zarturgiglio |
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Da última vez nos referimos, embora superficialmente, a alguns grandes eventos esportivos realizados em São Luís; dentre eles citamos os Jogos Escolares -JEMs como referência para darmos início a uma discussão mais aprofundada sobre seus valores. O tema é polêmico, razão pela qual iremos abordá-lo de forma mais analítica.
No ano do trigésimo sétimo aniversário dos JEMs, deparamo-nos com o impensável: sua história não pode ser contada a partir de referências documentais (registros oficiais, boletins completos dos últimos cinco anos. Imaginem dos outros trinta!). Ou seja, a memória “viva” que poderia revelar, embora de maneira fria (apenas informativa), sua própria construção, ao longo de tantos e tantos anos, simplesmente não existe. Explicamos: um orientando (estudante do curso de Educação Física da UFMA) nosso, na tentativa de abordar como tema os JEMs, a partir de um recorte teórico e temático, ao visitar a Secretaria de Esportes em busca de dados sobre os JEMs dos últimos cinco anos, não conseguiu obte-los: foi informado de que não haviam boletins arquivados relativos a esse período. Imaginemos que possa ser uma informação equivocada (tomara!). De qualquer forma segue como proposta ao Secretário (e ao professor Ms Leopoldo D.Vaz ?) que recentemente assumiu, como gestor maior, a Secretaria de Estado de Esportes: resgatar a história dos JEMs. Ah! nosso orientando desistiu de estudar o assunto…
O que há, portanto, efetivamente: nossa memória! “Nossa”, porque compreende a de todos(as) aqueles(as) que protagonizaram de alguma forma, no campo de jogo (atletas, árbitros, fiscais, apontadores, técnicos,  professores, assistentes técnicos, médicos -ah! se fosse possível…-, dentre outros) a construção de resultados, e, muito mais do que isso, dos momentos que emocionaram a tantos, por tanto tempo. Emoções essas que poderiam contar a história de 37 anos dos JEMs.
Do outro lado do campo de jogo a “salvação” para o resgate da história dos jogos: a mídia! Não fossem os abnegados jornalistas, fotógrafos, editores, radialistas, apresentadores, dentre outros técnicos, não haveria história registrada dos JEMs. “Restaria” a subjetividade das mentes, para recontá-los. E a subjetividade, como sabemos, é alimentada pelas experiências, que são únicas (cada qual as vive de sua forma). Ou seja, teríamos milhares de histórias diferentes sobre os JEMs que vêm marcando, ao longo de 37 anos de existência, a vida de milhares e milhares de jovens, adultos e até avós (ex-atletas ou ex-técnico ou ex…).
Certamente continuaremos nossa “conversa” sobre esse assunto, até chegarmos à análise sobre o papel da Educação Física na escola. Até lá!

Ainda sobre Jogos Universitários, em “conexão” com os Jogos Escolares Maranhenses -JEMs

qui, 11/06/09
por zarturgiglio |
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Inicialmente, recordamos que o Maranhão foi sede, por duas vezes (1981 e 1988), dos Jogos Universitários Brasileiros -JUBs. Em 1981, um sucesso! Não foram poucos os elogios à organização daquele evento. Muitos foram os manifestos nesse sentido, por tantos atletas e dirigentes que aqui estiveram na ocasião. Aliás, justiça seja feita, brilhantemente coordenados (os jogos) pelo professor Dr. Lino Castelani Filho, com o apoio competente de uma grande equipe de colaboradores. Destacamos, contudo, o fato de que o Maranhão já foi palco de grandes eventos esportivos(Campeonatos brasileiros de diversas modalidades, Jogos Escolares Brasileiros, universitários…).
Assim, ao resgatarmos uma parcela da “memória” esportiva do Maranhão, pretendemos ressaltar sua importância como fator constitutivo da cultura e das identidades sociais, ou seja, “reinventamos” um pouco de nossa (daqueles que, de alguma forma contribuíram com o êxito desses vários eventos aqui realizados) própria história de vida ao nos darmos conta de que todos esses eventos foram frutos de uma construção coletiva.
O “link” com os Jogos Escolares Maranhenses -JEMs, que completa este ano o 37º aniversário, fica evidente: é pura emoção! Quem de alguma forma vivenciou parte da história dos JEMs, sabe sobre a que nos referimos. Há algo que nos remete a um sentimento indescritível. O que acontece com você, que já esteve “lá” como atleta, técnico, professor, dirigente, torcedor, pai, mãe, enfim, quando se recorda “daqueles momentos”? Quantas lições de vida, tristezas, alegrias, choros e abraços, deixaram marcas até os dias atuais? Conte-nos!

OBS: Sinto a necessidade de registrar e compartilhar meu agradecimento público pela deferência de ter sido lembrado para ser um dos colaboradores e responsável por este espaço, que dedico à Educação Física e a todas as formas de manifestação da cultura corporal. O agradecimento especial é para um ex-atleta da seleção maranhense de Handebol, que, em companhia de Rubinho, Vitché, Maranhão, dentre outros grandes nomes, comandados pelo professor Dr. Laércio Elias Pereira, fizeram história ao conquistar o primeiro título brasileiro para o Handebol Maranhense, há 35 anos, e que hoje é dirigente de Federação,de Confederação Brasileira, apresentador, “blogueiro”, e, ufa!, enfim, é o Edvaldo Pereira da Silva, o “Biguá”. Sei que foi ele o responsável pela minha indicação; aceitei o desafio…
Agradeço também meu “professor de blog”, o paciente e competente jornalista Zeca Soares.
Tentarei corresponder às expectativas, abrindo espaço no blog para vários profissionais e/ou interessados em discutir temas relevantes e de interesse público, nas áreas mencionadas.

Esporte universitário: um debate sobre suas dimensões

qua, 10/06/09
por zarturgiglio |
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Iniciamos nossa participação neste blog partindo da perspectiva de se crir um espaço informativo e de debate sobre temas diversificados, relacionados aos contextos da Educação Física e dos Esportes.
O esporte universitário se constitui em uma das expressões importantes do fenômeno sócio cultural esportivo.
A princípio trazemos informações sobre o calendário recente. Os Jogos Universitários Maranhenses acontecerão no período de 03 a 11 de julho próximo. No mesmo período, estarão acontecendo as Universíadas. Para quem ainda não sabe, as Universíadas são a versão das Olimpíadas para os atletas universitários de todo o mundo, ou melhor, para as seleções universitárias dos países participantes. Este ano as Universíadas ocorrerão em Belgrado, na Sérvia.
Já em agosto, de 14 a 23, serão realizados os Jogos Universitários Brasileiros, em Fortaleza  (CE). Os Jogos Universitários Maranhenses será o evento que definirá quem serão os representantes maranhenses nos Jogos Universitários Brasileiros. Ou seja, em cada modalidade e gênero haverá um (a) campeão (ã) que representará sua instituição de nível superior (ex: UFMA, CEUMA, FAMA, UEMA, UNDB, Pitágoras, São Luis, etc…) e o Estado do Maranhão.



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